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Recorte da imagem gerada em IA, que se tornou viral, com o texto 'All Eyes on Rafah'

Inteligência Artificial, indignação viral e o conflito real

Uma imagem gerada por IA tornou-se no maior viral desde que começou a operação militar de Israel em Gaza. Se as intenções de cada partilha não são mensuráveis e as consequências se diluem no tempo, o momento é um pretexto interessante para reflectir sobre o que este coro de partilhas nos diz sobre a mediatização digital do conflito, e falar mais uma vez sobre a perversa utilização da Inteligência Artificial no terreno.

Imagem da Google I/O com Sundar Pichai, CEO da Google, perto de um gigante ecrã demonstrando o AI Overview

É esta a inovação que esperamos da Inteligência Artificial?

Enquanto dezenas de milhares de empresas tentam aproveitar as novas tecnologias de IA generativa para criar aplicações que sejam realmente úteis — não simples geradores de textos a metro ou de quadros decorativos — a narrativa mediática em torno da IA é completamente dominada pelo que vai sendo lançado em Silicon Valley.

Imagem do filme Her em que vemos o personagem principal, representado por Joaquin Phoenix, a olhar para o ecrã do computador onde habitualmente corre o seu assistente pessoal com a voz de Scarlett Johansson com um ar desanimado.

Para os CEOs das tecnológicas, a distopia é o mais importante

Por muito que agitemos, que gozemos, ou chamemos à atenção para o facto de os titãs da tecnologia estarem a retirar as suas referências e os produtos do contexto — tudo é em vão. É óbvio que os CEOs não querem saber do que os críticos culturais pensam das suas aspirações e, para além disso, temos de compreender que estas distopias lhes são activamente úteis. 

A grande revolução dos pequenos gestos

As grandes revoluções também se fazem de pequenos gestos. E nem todos terão um lugar na História proporcional à sua real importância. Nem todos serão dignos de notícia ou atenção. Likes ou visualizações. E muitos menos serão tornados símbolos, onde voltamos uma e outra vez. Mas isso não nos deve demover. 

Sair da Nossa Impotência Política

O Shifter publica um excerto de Sair da Nossa Impotência Política de Geoffroy de Lagasnerie, traduzido por Diogo Paiva e editado em português pela BCF Editores em Novembro de 2021.

Notas sobre logótipos, design, política e função

Se o design tem efetivamente um papel político, na polémica em torno do logótipo do Governo/República foi usado como arma de arremesso. Com isso, perdeu-se uma excelente oportunidade para reflectir sobre design no espaço público.

Os grandes modelos de linguagem, automação e trabalhos de merda

A proposta deste texto é simples, e é, na verdade, a de não propor nada. Trata-se de pensar sobre possibilidade e de iniciar uma discussão que parece estar a ser constantemente adiada há quase um século, pelo menos desde as previsões de 1930 de Keynes.

Imagem de uma cena do filme, em que um personagem vestido com um fato branco surge de pé junto a uma pequena piscina onde algumas crianças brincam.

The Zone of Interest e como (não) se retrata um genocidio

The Zone of Interest é uma obra que foge a todo e qualquer padrão habitual daquilo a que a dita “narrativa de holocausto” nos foi habituando, relegando novamente o romantizado à condição de estranho e alienígena — portanto, realista e humano — que sempre lhe pertenceu.

Vista geral da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas COP28 na Expo City Dubai, em 12 de dezembro de 2023, no Dubai, Emirados Árabes Unidos. (Fotografia de COP28 / Christopher Pike)

COP28: A Megalomania nunca será sustentável

Catarina Gonçalves esteve pelo 2.º ano consecutivo na COP, o maior evento dedicado ao clima a nível mundial. Desde que voltou, não pára de pensar no que viu e ouviu.

Imagem gerada com o software Dall-E 2 e o prompt: "A baroque-style painting portraying Sam Altman as a messiah figure, featuring apocalyptic imagery on one side and dollars on the other."

Como Sam Altman se tornou o Messias da Inteligência Artificial

Não é conhecido há tanto tempo quanto Mark Zuckerberg, não tem uma presença nas redes sociais tão irritante quanto Elon Musk, nem uma fortuna tão conhecida como a de Jeff Bezos. Quem é Sam Altman e como, graças à OpenAI, se tornou um dos protagonistas do momento?

Ilustração que serve de avatar de Derek Guy no Twitter.

A moda como uma consequência da vida, uma conversa com Derek Guy

Alex Couto falou com o menswear guy, a autoridade de moda imposta pelo algoritmo de Twitter capaz de conquistar os corações sartoriais (um thread de cada vez). Uma conversa sobre moda e a forma como podia ser uma consequência da vida, em vez de um fim em si mesmo.

GPT-4: entre a comercialização e a democratização

Para além dos resultados em termos de performance, que abordaremos mais à frente, o lançamento do GPT-4 trouxe consigo uma novidade. Pela primeira vez, alegando “o panorama competitivo e as implicações de segurança de grandes modelos de linguagem”, o artigo relatando o novo lançamento da OpenAI não aborda em detalhe a arquitectura do modelo, o hardware envolvido, as fórmulas de treino, os métodos usados, ou os dados de treino.

Vincent Bevins: “o Norte Global tem uma tendência de criar uma narrativa de ‘ou estás connosco ou estás contra nós'”

O documentário “O Acto de Matar”, de Joshua Oppenheimer, nomeado para um Oscar em 2013, mostrou ao Norte Global as práticas dos esquadrões de morte indonésios nesse período, em que o Estado massacrou — com o apoio dos Estados Unidos — mais de um milhão de Indonésios acusados de serem comunistas. O Método de Jacarta”  (Temas e Debates), primeiro livro do jornalista Vincent Bevins, lançado em 2020, é uma análise histórica desses acontecimentos.