Um clube de leitura dedicado ao que Trump não quer que se leia, o Mueller Report

Tentando inverter este cenário, 14 associações de promoção da Democracia juntaram-se para criar o movimento Mueller Book Club.
2 minutos de leitura

Um dos (muitos) casos que tem marcado o mandato de Donald Trump é o chamado Mueller Report – o relatório elaborado pelo FBI sobre a hipotética ligação de elementos russos à campanha do candidato à presidência dos Estados Unidos. O assunto já fez correr muita tinta, mesmo antes de estar concluído, mas só agora a versão completa do relatório é pública.

Ainda assim, apesar da importância do documento, uma sondagem feita pela CNN revela que apenas 24% dos norte-americanos leram partes do relatório de 448 páginas, com apenas 3% a darem conta de o terem lido na íntegra. Tentando inverter este cenário, 14 associações de promoção da Democracia juntaram-se para criar o movimento Mueller Book Club.

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1127714109921869836

A ideia é simples e não tem muito que se lhe diga. Através do site e da circulação da hashtag nas redes sociais, o grupo desafia todos os cidadãos a juntarem-se em grupos de leitura locais para, ao longo das próximas quatro semanas, ler o relatório na integra, apoiando-se mutuamente na sua compreensão para além dos headlines sensacionalistas que já foram saindo.

Para além de disponibilizar o relatório em diversas versões (PDF, áudio ou versão impressa) o grupo promoverá conferências online para quem quiser assistir a uma análise conjunta do documento, com a participação de Ryan Goodman e Max Bergman.

O objectivo do movimento é inspirar os cidadãos a unirem-se em torno de informações relevantes, da sua compreensão e análise para que possam votar de modo informado e crítico. Para além da análise do texto, o grupo propõe ainda uma reflexão alargada sobre as boas práticas a seguir nas próximas eleições locais, em 2020.

De resto, este tipo de iniciativas podem ser uma boa ideia e servir de inspiração a outras noutros locais. A fusão entre o digital e o analógico, apelando à criação de momentos de encontro locais e à análise em comunidade de informações complexas e difíceis de entender por um cidadão comum, pode ser uma boa forma de contra-balançar o perigo imposto pelo ambiente de desinformação que se vive online.

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