Marcus Engman sai do IKEA para mostrar que o design pode matar o marketing

"Quero mostrar que há uma alternativa ao marketing"
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Marcus Engman (foto via IKEA)

Marcus Engman foi nos últimos seis anos um dos nomes fortes da marca IKEA no departamento de design. Na hora da sua saída, a revista norte-americana Fast Company foi ouvi-lo e o sueco partilhou mais uma das tiradas disruptivas que vão caracterizando a marca sueca. Apesar de só estar numa posição de destaque na gigante sueca desde 2017, Engman vive a marca como poucos por ter nascido na cidade onde esta foi inventada e ter passado as suas férias de escola em trabalhos sazonais nos seus armazéns.

Durante os vários que passou na marca destacou-se na criação de colecções específicas, como uma 100% africana, desenhada em parceria com a Design Indaba, uma associação de design africana. Agora que se prepara para abraçar um projecto pessoal, a Skewed Productions, mostra a sua devoção pela disciplina que pratica há anos e deixa-o indelével na ideia de que o design tornará o marketing obsoleto.

Esse é no fundo o motto para este capítulo da sua vida e para esta aventura profissional. Na Skewed, Marcus procura trabalhar com empresas e marcas mostrando-lhes como podem suceder através do design, alocando os milhares do marketing num segmento que geralmente é pensado com foco no consumidor e não nas vendas.

“Quero mostrar que há uma alternativa ao marketing, que é o design”, comenta. “Se trabalhares com design e comunicação da forma certa, esse é o melhor marketing que podes ter, sem ter de gastar dinheiro em media.”

Como? Marcus diz na mesma entrevista que é um defensor da transparência e que apostando nesta ideia será possível atrair consumidores que se interessam cada vez mais pela forma como as coisas são feitas – basta pensarmos na emergência de temas como a sustentabilidade e o fair trade.

A ideia de Engman é mais do que criar uma simples agência de marketing de design, criar uma rede de contactos de pessoas orientadas para o design que possam responder a vários desafios comerciais sob a sua coordenação, à medida que for contratado para projectos, pretendendo assim oferecer uma solução transversal, personalizada e pensada, tal como o design deve ser.

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