Fundo de doador do Partido Republicano compra parte ‘significativa’ do Twitter

A Bloomberg noticiou que a Elliot Management Corp. tinha comprado uma porção considerável do capital do Twitter, tendo como objectivo implementar mudanças na rede social que podiam passar mesmo pela substituição do seu actual líder (CEO), Jack Dorsey.
via Flickr/JD Lasica (CC BY 2.0)

Por trás da fachada das grandes marcas e empresas que todos reconhecemos esconde-se um manancial de detentores de capital que comandam, na verdade, os seus destinos. Os financiadores – bancos de investimento, gestores de fundos, grupos empresariais – agem na sombra mas nem sempre querem que a sua posição passe despercebida. Se há aqueles que vêm os investimentos como forma única e exclusivamente de obter lucros, outros procuram condicionar ou alterar o rumo das empresas. Neste último caso costumam chamar-se Investidores Activistas – e o Twitter foi o último alvo de um bem conhecido.

A Bloomberg foi a primeira revista a avançar com a notícia de que a Elliot Management Corp. tinha comprado uma porção considerável do capital do Twitter, tendo como objectivo implementar mudanças na rede social que podiam passar mesmo pela substituição do seu actual líder (CEO), Jack Dorsey.

O fundo de investimento é conhecido por ser detido por Paul Singer, um dos maiores doadores do partido Republicano. Segundo as fontes citadas pela Bloomberg, o investidor terá pessoalmente expressado as suas preocupações sobre o futuro da empresa aos seus líderes mas o rumo que pretende tomar não foi conhecido.

A estrutura do Twitter é especialmente vulnerável a este tipo de investidas por só ter uma classe de acções, o que não dá um poder a Dorsey como têm Zuckerberg ou Evan Spiegel sobre Facebook e Snap, respectivamente. A juntar a isso são várias as críticas à liderança de Dorsey, quer pela forma como lida com as principais crises da plataforma quer pela falta de inovação que não lhe tem permitido crescer e tornar-se tão valioso quanto os seus concorrentes — em 4 anos, as acções do Twitter desceram 6,2% enquanto as do Facebook subiram 121%.

Quanto ao que vai mudar exactamente ainda é difícil de prever, mas espera-se que esta mudança não seja discreta podendo levar a sérias alterações na política da rede social preferida do presidente norte-americano Donald Trump.

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