O turismo na Islândia aumentou brutalmente, porquê?

Há muitas mais pessoas a visitar a Islândia do que aquelas que lá residem, um fenómeno que começou a ser sentido no início do milénio mas foi só em 2010 que aquela ilha na Europa do Norte sentiu um boom brutal no turismo.
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Foto de Jeff Sheldon via Unsplash

Apesar de a população islandesa não ultrapassar os 350 mil habitantes, em 2018 o número de turistas chegou aos 2,3 milhões. Há muitas mais pessoas a visitar a Islândia do que aquelas que lá residem, um fenómeno que começou a ser sentido no início do milénio mas foi só em 2010 que aquela ilha na Europa do Norte sentiu um boom brutal no turismo – hoje o sector económico mais importante do país.

Mas porque é que a Islândia ficou tão popular? Em parte, por causa das erupções vulcânicas na região de Eyjafjallajökull em 2010, que levaram a uma paralisação grande no transporte aéreo europeu e que ajudaram a colocar o país no mapa – “Islândia?! Que país tão bonito é esse?”

Screenshot via Johnny Harris/YouTube

O boom turístico não se deu só com um vulcão; o esforço governamental em publicitar a ilha, o facto de a Islândia ter servido de cenário em sucessos de massas como o filme The Secret Life of Walter Mitty (2013) ou a série Game of Thrones, as fotos no Instagram ou até aquele memorável episódio no Euro 2016 terão também dado o seu contributo. Certo é que o turismo salvou a Islândia da crise mundial de 2008.

O fenómeno do turismo na Islândia é explicado no vídeo seguinte, criado por Johnny Harris, autor da websérie Vox Borders, que o publicou recentemente no seu canal de YouTube:

Não se sabe se a Islândia irá aguentar-se com o turismo para sempre. Apesar de o número de turistas ter aumentado de 2017 para 2018 em 5,5%, é esperada este ano a primeira quebra neste crescimento do número de visitantes desde o início do boom em 2010/2011.

Por outro lado, o facto de a população islandesa ser tão pequena – por exemplo, vivem mais pessoas em Lisboa que na Islândia toda – pode levar ao desaparecimento da língua nativa daquele país. Tecnológicas como a Apple ou o Netflix não investem na tradução das suas interfaces ou conteúdos para islandês dada a baixa representatividade da língua; isso representa uma preocupação para o Governo, que decidiu investir na preservação do islandês, seja traduzindo palavras que ainda não existem na língua, seja disponibilizando um dicionário que as empresas possam facilmente integrar nos seus produtos e serviços.

Este vídeo do Quartz explica tudo:

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