Ensaios

‘Tou só a ver: pseudociência, redes sociais e democracia

Uma das características mais absurdas, e portanto divertidas, e portanto difíceis de desmontar do populismo é o seu sentido desbragado de dizer com confiança o que outros, os sensatos, nem em sonhos ousariam pensar. É uma pesca de arrasto em rede fina, leva tudo adiante. Uns discordam de peito feito (nas redes sociais a democracia liberal jamais morreria), outros apoiam ou divulgam acriticamente (nas redes sociais a democracia liberal vai morrer), outros, a maioria, fica só a ver.

Independente q.b. 

O que é, afinal, um órgão de comunicação social independente, como se legitima a sua reivindicação, como se comprova a sua validade? Existe uma escala, um critério, ou um formulário? O que têm em comum, por exemplo, o Fumaça e o Jornal Económico? E porque ambos reclamam, com as suas nuances, a mesma independência? 

Como o Director da OMS foi atacado por um gangue de bots no Twitter

Dos 7912 tweets analisados pelo Bellingcat, 2427 continham imagens como anexo; quase todas elas memes, que sugeriam a ligação entre a Organização Mundial de Saúde e o Governo Chinês — a ilustração de uma teoria da conspiração que se tem disseminado tão ou mais rápido que o próprio coronavírus.

O Homem e o Resto

A conservação de ecossistemas, sustentabilidade do nosso desenvolvimento e tratamento ético de outras espécies estão entre os inúmeros temas que pedem consideração na tomada de decisões sobre o futuro da Humanidade. Ao estabelecer um código de valores e curso de ação universais, como selecionar e priorizar as causas que legitimamente merecem o foco social e político?

Na Escola Pública, porquê software privado?

A associação Free Software Foundation lançou recentemente uma petição capaz de nos pôr a pensar — em causa está a utilização de software proprietário num contexto que deve ser tendencialmente livre, o da educação. 

Parler: a rede social anti-Twitter que mais parece ‘pro-Trump’

O Parler é a plataforma de eleição para reunião dos grupos que por violações sistemáticas das regras das outras redes sociais se vêem constantemente obrigados a mudar. Se em tempos víamos a extrema direita a migrar para o russo VK, agora parece ser o Parler a ganhar tração.

Até que ponto racismo não é terrorismo?

Se terrorismo é uma atitude que visa prejudicar “certas pessoas, grupos de pessoas, ou a população em geral”, até que ponto uma ameaça feita por um novo grupo de extrema-direita a uma série de figuras associadas à luta antirracista e antifascista não é terrorismo?

O papel da academia na normalização do Chega

O apoio da academia ao Chega de André Ventura pode significar o estado último de institucionalização de um partido de extrema-direita na nossa democracia. Assim, pergunto: onde está a esquerda no meio disto tudo?

A Uber já perdeu 23 mil milhões de dólares… Então e o “sucesso”?

Fundamentalmente, o caso da Uber recorda-nos a importância de ter dinheiro não só para gerir como para gastar. Ano após ano a empresa continua a registar perdas mas a somar clientes, serviços e parceiros, o que dentro de alguns anos pode, em tese, significar um retorno do investimento.

Juan Carlos no Estoril?: de volta ao palco de um mistério real

Juan Carlos e o irmão, Alfonso de Borbón, passavam férias com a família na sua vila de charme no Estoril quando um fatídico acontecimento marcou para sempre a história da coroa espanhola. Tudo aconteceu quando Juan Carlos tinha apenas 18 anos e o seu irmão 14.

Camisolas de equipas de futebol e uma barreira no Atlântico

As camisolas de equipas de futebol são parte importante do vestuário no Brasil. Com esse cenário e guarda-roupa, cheguei a Lisboa, e foi um choque. Logo percebi que quase ninguém, além dos brasileiros, utilizavam camisolas de equipas.

Manifestações em tempo de pandemia: entre o conformismo e a desobediência

Se é verdade que pode existir uma luta moral individual em cada um de nós, tendo em conta estarmos perante uma pandemia, devemos ter em consideração o facto de diversos países estarem a aproveitar o contexto gerado por essa mesma pandemia para reforçar os poderes de um líder único e em despir as minorias de direitos e liberdades. A um nível mais profundo, devemos questionar-nos sobre o papel da desobediência civil num quadro de pandemia.

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