Asilo de Julian Assange foi revogado e editor da Wikileaks foi detido

Julian Assange, em asilo político na Embaixada do Equador em Londres há quase sete anos, começou a ver a sua estadia conturbada com a chegada de Moreno ao poder.
Simpatizantes de Julian Assange no exterior da embaixada equatoriana em Londres, 2013 (foto via Wikimedia)

Indícios de que o tema ‘Julian Assange’ podia estar prestes a voltar ao debate público vinham surgindo dos Estados Unidos. Boatos sobre um alegado caso secreto, a prisão de Chelsea Manning por se recusar a prestar depoimento sem saber sobre quem estaria a responder, e as suspeitas da Wikileaks de que o seu editor estaria a ser espiado somavam-se ao clima estranho desde a eleição de Lenin Moreno como presidente do Equador.

Julian Assange, em asilo político na Embaixada do Equador em Londres há quase sete anos, começou a ver a sua estadia conturbada com a chegada de Moreno ao poder. Agora, a polícia londrina comunicou a sua detenção, numa notícia em que refere a decisão dos equatorianos de revogar o asilo político ao australiano. “Julian Assange, 47, foi hoje, quinta-feira, 11 de Abril, detido por agentes da Metropolitan Police Service (MPS) na Embaixada do Equador (…). Está sob custódia na estação central policial de Londres onde irá permanecer, antes de ser apresentado ao Westminster Magistrates’ Court o mais cedo possível”, lê-se.

Serão os magistrados de Westminster a ditar o futuro do controverso editor da Wikileaks que até agora permanece incerto. Teme-se que um dos cenários do futuro próximo possa passar pela deportação de Assange para os EUA, onde o tal julgamento secreto pode estar em preparação para condenar o homem que ajudou a expor segredos da https://staging2.shifter.pt/wp-content/uploads/2021/02/e03c1f45-47ae-3e75-8ad9-75c08c1d37ee.jpgistração norte-americana.

Responsáveis equatorianos comunicaram à agência Reuters que receberam uma garantia do Reino Unido de que Assange não seria julgado num país onde pudesse enfrentar a pena de morte.

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