Um jardim no Musicbox e (as) Fábulas dos Reis da República

No passado dia 15, a banda apresentou o disco ao vivo na sala lisboeta.
Reis da República Musicbox
Luís na guitarra e Gonçalo no baixo (foto de Maria Sacadura/Shifter)

É sábado, o sol já está posto há algumas horas e a rua cor-de-rosa no Cais do Sodré tem uma fila composta em direcção à entrada do Musicbox. Passado o portão, encarando a sala de frente, há um palco decorado a rigor, apresentando um jardim com pássaros exóticos e pastagem variada. Às 22h30 tocam os Reis da República para nos mostrar o seu recente disco Fábulas. A palco sobe, antes da banda, Gastão Reis, baixista dos Zarco. Aproxima-se do microfone e conta-nos como é que a festa se vai suceder. Agora contamos nós como sucedeu.

Gastão P. Reis, dos Zarco

A primeira parte contou com músicas inéditas, um registo que se prevê ser lançado no futuro, equacionado com plenitude de pianos e vozes suaves, como também com riffs sincopados e malícia na performance. Até que soou “Samurai”, um single solto de 2016, que evocou coros do público e instalou a familiaridade que faltava à festa.

Quebrado o gelo, e anunciando o final da primeira parte, uma progressão harmónica a servir de cama para solos, breaks e vénias. Gastão Reis volta, então a pisar o palco, não só para apresentar os músicos, mas também para contar uma história que serviu de suporte para o conceito do disco.

Setlist

Na segunda parte, os Reis da República fizeram soar Fábulas na íntegra. Exceptuando uma falha técnica em “Hamelin”, só podemos contar façanhas que nunca poderíamos apreender em disco, tais como coreografias despreocupadas que delineiam a química da banda, uma rendição vocal com maior vivacidade, as personalizações extra de algumas canções, solos adicionados e a adesão do público em força a cantar letras e algumas linhas melódicas. Em resumo, uma eficaz justificação de se vir experienciar o disco ao vivo.

Madalena Tamen
Madalena, Luís e Gonçalo
Madalena e Fernão Biu
José Sarmento nas teclas

O Musicbox encheu, fez-se a festa e o público pareceu sair convencido, com discos na mão. Agora espera-se que a festa se repita no Porto, a 31 de Outubro, na Casa da Música.

Fotografias de Maria Sacadura/Shifter

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  • Vasco Vilhena formou-se em melomania e sofre de adolescência amorosa com umas quantas bandas que vai encontrando por esse Spotify fora. Estudou Som na Restart com vista a poder lançar outras, e entre namoros vai escrevendo sobre, precisamente, música.

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