Twitter começa a remover contas falsas – número de seguidores pode diminuir

Uma investigação do New York Times, publicada em Janeiro, dava conta de contas falsas compradas para aumentar o número de seguidores de políticos, modelos ou actores, por exemplo, de forma a aumentar a sua influência online.

Twitter contas falsas

É para bem do “bem estar digital” – ou, melhor, do #health – que o Twitter começou esta semana a remover milhões de contas suspeitas de serem falsas. De acordo com a empresa, a limpeza vai acontecer globalmente e o número de seguidores de algumas contas pode diminuir.

“O número de seguidores é uma funcionalidade visível e queremos que todos estejam seguros de que os números são certos e precisos” para que possam acontecer “conversas saudáveis no Twitter”, escreveu Vijaya Gadde, responsável pela parte jurídica e de segurança da plataforma. Vijaya explica que, ao longo dos anos, o Twitter bloqueou algumas contas suspeitas, pedindo aos respectivos donos para validarem essas contras e redefinirem a password para poderem continuar a utilizá-las. Aqueles que não o fizeram vão ver agora essas contas eliminadas.

Limpeza vai afectar mais uns que outros

O Twitter diz que começou a apagar contas esta semana. Alguns contadores já sentiram o efeito da limpeza – de acordo com a jornalista do Washington Post, Elizabeth Dwoskin, o número de seguidores de Donald Trump e de Barack Obama nas suas contas pessoais já começou a descer (100 mil no primeiro caso, 400 mil no segundo).

“Algumas pessoas verão uma alteração de quatro seguidores ou menos; outros com mais seguidores terão diminuições mais significativas. Compreendemos que isto possa ser difícil para alguns, mas acreditamos que precisão e transparência tornam o Twitter um serviço mais confiável para conversas públicas”, acrescentou Vijaya Gadde. A responsável explica ainda que contas de spam, isto é, criadas por bots, são geralmente identificadas pelos sistemas automatizados do Twitter, sendo rapidamente eliminadas, e que estas contas bloqueadas são criadas por pessoas reais e não são incluídas nas contas oficiais do Twitter de número de utilizadores (a rede social tem 336 milhões de utilizadores activos mensalmente, segundo dados do primeiro trimestre de 2018).

Uma investigação do New York Times, publicada em Janeiro, dava conta de contas falsas compradas para aumentar o número de seguidores de políticos, modelos ou actores, por exemplo, de forma a aumentar a sua influência online.