Descobertos livros venenosos, como os da história de Umberto Eco

Três livros datados entre os séculos 16 e 17 foram identificados como contendo páginas repletas de compostos químicos venenosos e capazes de matar.

Uma das características que tornam distintas as obras de Umberto Eco é a forma como subliminarmente cruzam ficção e realidade criando um terceiro universo de significação na sua intersecção. Assim é em Número Zero de que já falámos aqui e No Nome da Rosa, livro para o qual nos remonta esta notícia. 

Na obra de Eco, o seu primeiro livro publicado e um dos que fez maior sucesso, sete monges italianos morrem graças a um veneno impregnado nas páginas de um manuscrito proibido. Agora, na vida real, e não há muito tempo, descobriu-se uma prova de que afinal esse tipo de arma poderá ter sido mesmo uma realidade. 

Três livros datados entre os séculos 16 e 17 foram identificados como contendo páginas repletas de compostos químicos venenosos e capazes de matar. A descoberta deu-se enquanto cientistas tentavam investigar a composição das suas capas utilizando raio x. Esta técnica permitiu identificar o materiais contidos nos pigmentos levando à conclusão de que um desses seriam arsénico – uma das substâncias mais tóxicas do mundo. 

A explicação para esta descoberta pode no entanto não ser tão espectacular como os mistérios da obra de Eco. Os investigadores afirmam que é provável que os venenos fossem uma forma de manter insectos e vermes longe das obras. 

De qualquer forma, o perigo para a saúde de quem os manuseia é uma realidade pelo que as 3 peças foram isoladas num local ventilado e serão digitalizadas assim que possível de modo a minimizar o seu manuseamento.