Uber quer usar IA para identificar passageiros bêbados

Segundo a CNN, método que mede as diferenças do comportamento de um utilizador embriagado no smartphone face ao seu comportamento habitual.

Uber bêbado
Foto de James Wilkinson via Flickr

Álcool e táxi são desde sempre o match perfeito numa noite de canto gregoriano e sinónimo de bom senso em deixar o carro em casa. Com a entrada da Uber no mercado da mobilidade, aumentaram as opções e o bom senso passou a estar disponível também na aplicação para quem não se sente em condições de levar o carro até casa.

Contudo, a empresa pode estar preocupada com estado dos seus passageiros e possíveis distúrbios promovidos pela taxa de alcoolemia, e solicitou recentemente o acesso a uma tecnologia de inteligência artificial (IA) – patenteada no Departamento de Marcas e Patentes norte-americano, capaz de determinar o “estado” de um passageiro antes deste entrar no veículo. A Uber não está apenas interessada em saber o estado em que os seus utilizadores entram no carro, mas sobretudo em compreender os seus comportamentos – a já velha história da Big Data.

Foi a CNN que identificou pela primeira vez a patente, descrevendo-a como um método que mede as diferenças do comportamento de um utilizador embriagado no smartphone face ao seu comportamento habitual, usando informações como a localização, precisão de entrada de dados, velocidade de inserção, comportamento de interacção com a interface e até o ângulo em que o utilizador segura o telemóvel — possivelmente também identificará aqueles que andam aos S’s.

Uma segurança para passageiros e condutores

A patente também engloba um sistema que notifica os motoristas sobre o “estado” do passageiro. Avisar os motoristas quando um passageiro está bêbado pode poupar bastantes dores de cabeça e limpezas imprevistas graças a um passageiro fora de controlo. Por outro lado, este sistema também pode permitir averiguar casos de motoristas mal-intencionados, que se aproveitem do estado dos passageiros para beneficio próprio ou actos criminosos.

A patente não tem implicações mais amplas do que saber se o utilizador do serviço está bêbado ou não, nomeadamente em relação aos dados dos utilizadores; contudo, será uma questão de tempo até se perceber os detalhes e a legitimidade da sua aplicação.