Rama Em Flor: cinco dias a celebrar o feminismo e a cultura queer

Destaque para o aguardado regresso de The Raincoats, a banda de Ana da Silva e Gina Birch que pertence ao plano das lendas de culto.

Foto de Vera Marmelo

A segunda edição de Rama Em Flor, um festival comunitário que celebra o feminista a a cultura queer, começa já esta quarta-feira em Lisboa, ocupando diversos espaços da cidade: Damas, FBAUL, Lounge, Museu do Aljube , Trienal de Arquitectura de Lisboa, UMAR e ZDB .

Com uma programação transdisciplinar, heterogénea e inclusiva, composta por conversas, sessões de cinema, concertos, DJ sets e uma feira de zines, o Rama Em Flor procura juntar artistas, investigadores e activistas locais e de fora com o objectivo de criar espaços de encontro e debate, aumentar a representatividade feminina e trans, incitar a consciência política, a actividade cívica e estimular a liberdade das identidades e expressões de género.

O destaque da programação foca-se nas conversas de entrada livre que acontecem no Museu do Aljube nos dias 27, 28 e 29 e que se focarão em quatro temas fulcrais no momento actual da cidade de Lisboa: gentrificação e direito à habitação, censos e dados etnico-raciais, poesia e política, e identidade e violência.

O auditório da Faculdade de Belas Artes (FBAUL) recebe o ciclo de cinema programado pelo Pedro Marum, em parceria com a Plataforma internacional XenoEntities. As sessões que acontecem na quarta e quinta-feira às 21h30 analisam na primeira noite o impacto que a vigilância digital tem sobre corpos não normativos, os desejos sexuais e suas práticas. Dia 28, o foco do programa  revolve em torno das questões da arte contemporânea e filosofia​,​ enfatizando temas relacionados com o pós-humanismo, xeno​-​feminismo, cyborgs, próteses, tecnologia de vigilância, realidade virtual, entre outros. O ciclo é acompanhado de conversa e discussão no final da exibição.

Mantendo as parcerias da edição anterior e a entrada gratuita, os espaços ZDB, Lounge e Damas voltam a receber programação do Rama Em Flor. Na quarta-feira, o terraço da ZDB será ponto de encontro com um DJ set de Lucía Vives e Raquel Serra, duas caras da promotora Maternidade. Na quinta-feira, no Lounge, as Panelas Depressão regressam a Lisboa para mais um concerto, seguidas pelos DJ sets de STÁ b2b GYUR, encerrando a noite com XYZM. Nas Damas, na sexta-feira, estreia de No Bra, produtora alemã radicada em Nova Iorque conhecida pelos seus sets confrontacionais e sexualmente ambíguos, e DJ set de Maria Reis, da Cafetra.

A festa de encerramento do festival acontece no jardim da Trienal de Arquitectura de Lisboa no sábado dia 30 de Junho, em parceria com a BRAVE e a ZDB. Destaque para o aguardado regresso de The Raincoats, a banda de Ana da Silva e Gina Birch que pertence ao plano das lendas de culto. Depois de marcar presença na primeira edição, a produtora tunisina Deena Abdelwahed volta a Lisboa com novos projectos. Caroline Lethô apresenta um live especial, pensado para o festival com algumas surpresas. Vaiapraia e as Rainhas do Baile, Telma e Naomi do Colectivo Intera e Candy Diaz fazem também parte do alinhamento deste dia. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.

No domingo, dia 1 de Julho, em parceria com o Festival Feminista de Lisboa, há uma feira de zines na sede da UMAR a partir das 17h00.

Foto de Carolina Silva