O “GitHub da ciência” está a crescer e quer pôr cientistas a colaborar

Criada em 2013 e lançada em 2015, a Labstep pretende revolucionar a fórmula como investigadores partilham e armazenam os protocolos das suas experiências.

Labstep GitHub

A maioria das aplicações que saem diariamente são para o uso do cidadão comum. Mais ou menos úteis focam-se sobretudo na globalidade dos utilizadores e poucas vezes são as que mencionamos alguma disrupção específica que afecte um sector e o possa realmente potenciar. A Labstep quer ser uma dessas raras excepções e com um produto digital – app e plataforma online –, focado no mundo da investigação conseguiu um importante investimento de um milhão de dólares.

Criada em 2013 e lançada em 2015, a Labstep pretende revolucionar a fórmula como investigadores partilham e armazenam os protocolos das suas experiências. Em traços largos, permite que cada perfil que a sua própria biblioteca de procedimentos; como resume o TechCrunch, quase como se fosse um livro de receitas que, por estar digitalizado, se torna fácil de partilhar.

A ideia é criar no mundo das ciências e com recurso às maravilhas da Internet valiosos repositórios de informação. De resto, é o próprio CEO do LabStep a avançar com a comparação e apelidando a sua criação de “GitHub para as experiências de laboratório”.

Assim, tal como o GitHub promoveu e facilitou a colaboração, o Labstep pretende que tornar mais facilmente partilháveis procedimentos e protocolos, permitindo que investigadores possam naturalmente criar mais projectos colaborativos, replicar experiências noutros pontos do globo, confrontar resultados ou, simplesmente, aprender como se faz determinado teste ou pesquisa.

A digitalização do processo de redacção dos protocolos experimentais promete poupar algum tempo ao investigador, que, com recurso a uma série de ferramentas, pode facilmente adicionar uma imagem ou utilizar uma escala numérica. Para além disso, a aplicação conta com uma API que pode ser ligada directamente aos aparelhos de laboratório de modo a automatizar os processos.

Cada projecto é depois facilmente endereçável, através de um URL, podendo, por exemplo, ser anexado a um paper científico como uma forma fácil e simples de demonstrar os passos componentes de determinada experiência.

Para além do investimento, a ainda start-up tem outros planos sobre como fazer dinheiro. Um dos próximos passos pode ser o estabelecimento de um mercado próprio para venda de material laboratorial. Para já, os resultados parecem estar a aparecer como provam os utilizadores em mais de 600 universidades.