20º Jornal Mapa fala dos incêndios, da febre do lítio, da Grécia e do Maio de 1968

Edição custa 1 euro e está à venda de norte a sul do país.

jornal mapa

Está nas ruas a 20ª edição do Jornal Mapa, referente ao trimestre de Maio a Julho de 2018. Trata-se de um jornal independente de cores partidárias e grupos económicos, financiado pela comunidade, que procura fazer “jornalismo de informação crítica”. É distribuído a nível nacional, em diferentes pontos de venda, e custa 1 euro. Também pode ser subscrito e chegar directamente a casa do leitor.

Na foto da capa, uma enxada é erguida ao alto sobre as encostas enegrecidas pelos incêndios do ano passado. “Para lá do fumo, antes que o fogo volte” é um caderno especial do Jornal Mapa, ou seja, uma compilação de artigos sobre os fogos e o território por entre histórias de resiliência. De florestas e gentes que renascem das cinzas, para se reencontrarem na inter-ajuda e num sentido de comunidade com a natureza. Nessa foto de capa, a luz incide sobre a beirã aldeia de Barco, onde a população se ergueu contra a mineração projectada nas encostas da serra da Argemela. Os holofotes da presente edição viram-se ainda para a febre do lítio e os conflitos ambientais da mineração.

Dos testemunhos que nos falam de novas formas de viver e de repensar a floresta, as aldeias e as serras, haverá uma ponte com a entrevista à Cooperativa Minga, em Montemor-o-Novo, de economia de proximidade e autonomia, e com a experiência de agro-ecologia realizada na Aldeia do Vale. Noutras latitudes, há um olhar sobre a Grécia onde o Estado deixou de garantir muitos dos serviços essenciais, mas a auto-organização não se fez esperar e as okupas mostram a face da solidariedade internacionalista. Noutras páginas, uma análise histórica da cidade resume as tensões urbanas vividas diariamente nas urbes em transformação.

Destaque ainda nesta nova edição do Jornal Mapa para uma visão não comemorativa do Maio de 68, com dois testemunhos de análise e crítica, que recordam que as coisas acontecem quando menos se espera. Como não se esperava que o precariado invisível dos estafetas se estivesse a transformar num movimento reivindicativo transaccional e transversal a diversas plataformas de entrega (Glovo, UberEATS…), uma das outras histórias que ainda não acabaram.

Para completar esta 20ª edição, há ainda espaço para um relato do encontro de mulheres em Mar­ço de 2018, nas montanhas de Chiapas, um olhar sobre os conflitos no Myanmar, notas sobre Biopolítica e as recessões baldias. Assuntos e motivos mais do que suficientes para procurares por mão nesta edição.