Facebook recua na proibição de anúncios a criptomoedas

Rede social vai continuar a rejeitar publicidade a ICOs, mas passará a permitir anúncios relacionados com criptomoedas de anunciantes pré-aprovados.

Facebook criptomoedas

Em Janeiro deste ano, o Facebook decidiu banir da sua plataforma todo o tipo de publicidade a criptomoedas e ICOs por se tratarem de “produtos e serviços financeiros que são frequentemente associados a práticas promocionais enganosas ou ilusórias”. Já em Março, também o Twitter e a Google decidiram também eles proibir este tipo de anúncios.

Enquanto que a proibição da Google é mais parecida com a do Facebook e afecta tudo o que sejam criptomoedas, incluindo carteiras digitais e plataformas de transacção, o Twitter lançou uma política aparentemente mais leve. A rede social de Jack Dorsey está mais preocupada com anúncios relacionados com ICOs e venda de tokens; carteiras e serviços de troca de moedas digitais poderão ser autorizados ser se tratarem de grandes players no mercado.

ICOs não, o resto com pré-aprovação

O Facebook anunciou agora que vai recuar em parte na sua política sobre criptomoedas. A empresa de Mark Zuckerberg vai continuar a dizer que não a anúncios sobre ICOs, mas permitir publicidade que “promova criptomoedas e conteúdos relacionados de anunciantes pré-aprovados”. De acordo com o Facebook, anunciantes que queiram promover produtos e serviços relacionados com criptomoedas terão de submeter primeiro um pedido de autorização, facultando dados como “eventuais licenças que tenham obtido, se estão ou não listados numa bolsa de valores pública e outras informações públicas relevantes sobre o seu negócio”. O Facebook avisa que, tendo em conta estas restrições, nem todos poderão conseguir anunciar na rede social como desejariam, mas não detalha como é que o processo de revisão dos pedidos será feito.

A indústria das criptomoedas é um mundo cheio de esquemas. De acordo com o regulador norte-americano FTC, citado pela publicação Coindesk, os consumidores já perderam 532 milhões de dólares em estratagemas desses (conhecidos como scams) nos primeiros dois meses de 2018, prevendo-se que o valor totalize os 3 mil milhões até ao final deste ano.

Alternativas à publicidade

Com as restrições impostas pelas principais plataformas de anúncios online (Facebook, Twitter, Google…), as start-ups e outras entidades ligadas a este novo mundo das criptomoedas e do blockchain têm encontrado alternativas para promoverem os seus ICOs e a venda de tokens, conforme nota a Bloomberg. Através das chamadas “campanhas de recompensas”, essas empresas estão a oferecer tokens a quem, em troca, partilhe um tweet de promoção a um ICO, escreva num blogue sobre isso ou faça um vídeo para o seu canal de YouTube.