Depois do Twitter, Snapchat, eBay, YouTube…, Facebook copia Twitch

Rede social lançou um novo separador no seu site e app dedicado aos videojogos, bem como novas ferramentas para os jogadores que queiram criar uma audiência na plataforma.

Facebook Gaming

Quando o Twitter começou a ser popular entre jornalistas e na distribuição de notícias, o Facebook esforçou-se para trazer essas dinâmicas para a sua plataforma. Quando as Stories ganharam popularidade enquanto formato, o Facebook introduziu-as nas suas múltiplas apps, como o Instagram. O Facebook Marketplace permite, tal como o eBay ou o OLX, comprar e vender artigos usados e o Facebook Watch quer ser uma alternativa de vídeo ao YouTube.

Aquilo que começou por ser um site no qual amigos podiam conectar-se uns aos outros foi, aos poucos e poucos, tornando-se mais que isso – um aglutinador de serviços que centralizam as nossas diferentes necessidades relativamente à internet. O Facebook tem vindo a tornar-se um “monstro” cada vez maior no espaço online, com “fome” por tudo e mais alguma coisa, até gaming.

O Twitch é o “rei” do gaming e todos parecem invejosos disso. O YouTube já lançou o YouTube Gaming, uma plataforma para jogadores transmitirem os seus gameplays e criarem comunidades; e o Facebook fez agora o mesmo com o Facebook Gaming. Disponível em ff.gg ou facebook.com/gaming, podes assistir a streams, seguir os teus jogos preferidos (como Fortnite, God of War ou FIFA18) e descobrir streamers que estão a usar a plataforma, como é o caso de StoneMountain64 ou Darkness429.

Apesar de integrado na rede social, o Facebook Gaming é um pequeno mundo à parte. Quando clicas num jogo, podes encontrar streams e streamers que estejam dedicados a esse jogo, incluindo transmissões recomendas para ti. Já os streamers têm páginas dedicadas — o seu stream mais recente aparece em destaque e depois podes navegar no seu canal por três separadores: em “Home” encontras um overview do canal, em “Videos” os seus outros streams e em “Posts” as publicações que fez na sua página.

Os streams podem usar a funcionalidade Supporter que o Facebook lançou inspirado no Patreon, que lhes permite criar subscrições mensais que os seguidores podem assinar e, assim, apoiar directamente os criadores de conteúdos.

O Facebook começou a apoiar os jogadores no início deste ano com um programa específico e “desde então, temos visto milhares de pessoas a transmitir e criar no Facebook em torno dos jogos que eles adoram”, lê-se num comunicado. A empresa vai lançar outro programa, intitulado Level Up, que permitirá aos seus membros – gamers – aceder a duas novidades: as Facebook Stars, que os fãs poderão comprar para apoiar os seus streamers favoritos comprando bens durante as transmissões (uma cópia dos Bits do Twitch); e novas funcionalidades para fazer streams. Para ter acesso ao programa Level Up, basta aos jogadores ter 100 seguidores e quatro horas de jogos em streaming nos últimos 14 dias. Para mais detalhes sobre o Facebook Gaming, consulta esta página explicativa.

Se é verdade que a empresa de Mark Zuckerberg se inspira nos seus concorrentes para adicionar novas funcionalidades e propósitos à sua plataforma, não lhe é fácil convencer todos os criadores a centralizarem os seus conteúdos, audiências e partilhas no Facebook. Neste caso, o Twitch já é conhecido entre os gamers, que, à semelhança do YouTube e do Facebook Watch, por já estarem estabelecidos, podem não querer transitar de plataforma.