Trump cancela cimeira com Kim Jong-Un e deixa aviso à Coreia do Norte

"Ignorante e estúpido". Comentários da vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte direccionados a Mike Pence foram uma das fortes razões que levaram ao cancelamento do primeiro encontro entre Donald Trump e Kim Jong-Un.

Trump Kim cimeira
Gage Skidmore/Flickr

Donald Trump cancelou a tão esperada cimeira em que se iria encontrar pela primeira vez com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

O comunicado, emitido pelo presidente dos Estados Unidos, esta manhã, dá conta de que Trump não pretende comparecer ao encontro agendado para 12 de Junho, em Singapura, devido à “tremenda fúria e hostilidade demonstradas no mais recente comunicado” feito pela liderança norte-coreana.

Os comentários da vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Choe Son-hui, direccionados ao vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, onde o terá descrito como “ignorante e estúpido”, terão sido uma das mais fortes razões para o cancelamento do encontro entre Trump e o seu homólogo. As reacções de Choe Son-hui referiam-se às declarações que Pence fez em entrevista à Fox News, onde disse que a relação dos EUA com a Coreia do Norte irá terminar como o modelo líbio se Kim Jong-Un não fizer um acordo. As palavras de Mike Pence foram vistas como uma ameaça pela liderança norte-coreana.

Nas últimas semanas, Kim Jong-Un já havia ameaçado, por várias vezes, cancelar a cimeira devido à pressão para abandonar o seu programa nuclear. Na missiva publicada via Twitter, na conta oficial da Casa Branca, Donald Trump afirma que “o mundo perdeu uma oportunidade de paz duradoura” e avisa a Coreia do Norte que os EUA dispõem de um arsenal nuclear “poderoso e massivo” que espera nunca ser usado.

Apesar da possibilidade de não realização do evento já ter sido anunciada, esta terça-feira, por Trump, o presidente dos EUA assegura que Kim Jong-Un ainda se encontra “comprometido com a desnuclearização” – como de resto dão conta notícias do dia de hoje.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, já se pronunciou sobre o assunto e pediu que o diálogo entre as duas nações continue, de forma a chegar a uma “desnuclearização pacífica e verificável” da península da Coreia.