Stolen Books vendidos em hasta pública na Galeria Foco, nós temos material roubado para te oferecer

Consta que para além dos livros foram também apreendidas serigrafias numeradas, cartazes, t-shirts e outros bens que serão igualmente vendidos a preço fixo e em hasta pública no local.

“Roubar um livro é uma ofensa elegante”, é com esta frase que a Stolen Books nos presenteia nos recebe no seu site. A sua missão é publicar livros roubados (aos criadores), num plano onde o único crime é a sua não existência no mercado internacional. Para a Stolen Books, só há uma regra: têm de ser comprados em edição limitada, numerada e de alguma forma “assinada” pelos autores.

E de que maneira podemos chegar a estes livros do sub-mundo dos livros independentes? Teremos nós de roubar estes livros roubados ou será possível comprá-los de forma legal legítima? Podemos comprá-los graças a uma inédita apreensão dos mais recentes lançamentos da Stolen Books, que será vendida em hasta pública na Galeria Foco. São eles:

2017, Bráulio Amado

Depois de 2016 ter sido um sucesso, Bráulio repete a fórmula em 2017, valendo-se do facto de raramente repetir fórmulas para nos oferecer um livro com trabalhos inéditos. Uma peça com lugar garantido em qualquer colecção que se debruce sobre a história do design em Portugal, na secção sobre a última década.

The Spiritual Ascension Of All The Animals, Mantraste

Das paredes para as páginas de um livro. The Spiritual Ascension Of All The Animals é uma espécie de Mantraste em versão redux ou, fazendo mais justiça à obra, em versão portátil e intimista. É uma peça que marca uma fase transitória na carreira deste ilustrador nacional, as primeiras páginas de um novo capítulo.

Jetset di Street, Germes Gang

Dispensa explicações ou apresentações para que não se concretize a preocupante possibilidade de levar este livro a sério demais. Jet Set di Street é irónico, rebelde e mordaz como os seus criadores, os Germes Gang. Mistura sarcasmo colorido, subversão técnica e alguma ironia nostálgica reposicionado clássicos da nossa memória em contexto do nosso novo imaginário.

Kingdom, Rita Lino

O trabalho de Rita Lino é uma espécie de diário fotográfico da sua vida a nu, na forma mais crua de registo que a artista encontrou. É um livro transgressivo, desafiante e ao mesmo tempo que nos faz reflectir sobre conceitos que temos como estanques como a fotografia ou, mais profundamente, a nossa relação com o corpo ou com os corpos.


242 Hashtags, Patrik Mollwing

Da autoria do sueco, Patrik Mollwing, 242 Hashtags é uma colecção de ilustrações que explora as relação entre os trabalhos e a forma como são etiquetados online. Ao longo da páginas do livro, vão-se intercalando hashtags e as obras que estas serviram para etiquetar, numa sequência que nos leva a pensar na relação por vezes absurda que estas unidades estabelecem.

Onde e como?

Consta que para além dos livros foram também apreendidas serigrafias numeradas, cartazes, t-shirts e outros bens que serão igualmente vendidos a preço fixo e em hasta pública no local. O encontro está marcado para dia 12 (das 18 às 21 horas) e 13 (das 16 às 21 horas) e no segundo dia está confirmada a presença do colectivo mais underground e underrated, under the sun, Colónia Calúnia.

Para além da revenda do material roubado, nós temos outra solução para pores mão nos goodies da Stolen Books.

Através de dois passatempos no Shifter, vais poder ganhar um livro do Bráulio Amado, o 2017, e uma T-shirt de Germes Gang, com desenho ainda por revelar. Para te habilitares só tens de ir à publicação (do prémio que queres) no Instagram e identificar 3 amigos com que partilharás o presente ou a quem farás inveja até à morte. O escolhido, bem como os identificados, terão de seguir a conta do @shifterpt para que a participação seja válida. Os vencedores serão contactados depois por mensagem privada.

[passatempo encerrado 14 de Maio às 22h]