Chegou o REPOP, o primeiro jogo português no novo mundo do Ethereum

Neste jogo, podes coleccionar, comprar, vender e criar personagens chamadas POPs, baseadas em figuras conhecidas como Elon Musk, Donald Trump ou Jennifer Lawrence.

Alunos do mestrado de engenharia informática do Instituto Superior Técnico (IST) criaram um jogo inteiramente baseado em Ethereum. Chama-se REPOP WORLD – ou só REPOP – e permite aos jogadores coleccionar, comprar, vender e criar personagens chamadas POPs no universo descentralizado do Ethereum.

O enredo do jogo é simples. A Terra foi destruída e salvaram-se apenas POPs, isto é, personalidades pop como Elon Musk, Donald Trump e Cristiano Ronaldo. Estes têm agora como missão repopular o novo planeta – Marte –, com descendentes (clones) desajeitados e/ou hilariantes criados através de uma máquina de clonagem futurista.

No REPOP, existem, por isso, dois tipos de POPs: os originais e os clones. Os primeiros são desenhados pela equipa do jogo e são inspiradas em celebridades conhecidas, sendo lançadas novos Original POPs todas as semanas. Os segundos resultam das combinações genéticas feitas pelos algoritmos do jogo a partir das características de dois POPs: cabelo, olhos, nariz, boca, etc. Independentemente de ser um original ou um clone, cada POP é único e só pode ter um dono, que é verificado graças à tecnologia Ethereum em que se baseia o jogo.

O POP de Elon Musk à esquerda e o gene de Donald Trump à direita

Todas as semanas, a equipa do REPOP lança novos POPs através de leilões. Também podes comprar POPs no mercado do jogo, onde encontrarás maioritariamente clones vendidos por outros jogadores. Como cada POP tem um preço, para aproveitares verdadeiramente o jogo terás de ter uma carteira recheada com meia dúzia de tokens de Ethereum – poderás fazê-lo, por exemplo, utilizando uma app chamada Trust, através da qual podes aceder à rede Ethereum onde se encontra o repop.world e, assim, jogar.

Venda de genes no REPOP

Além de POPs, podes também comprar material genético no mercado – por exemplo, um gene de Trump. Depois podes usar esses genes para modificar personagens: imagina um Barack Obama com um gene da Ellen DeGeneres. Também podes clonar dois POPs e criar, por exemplo, uma combinação 50/50 entre Barack Obama e Donald Trump. Todas as compras que fazes no REPOP – isto é, todas as transacções – estão sujeitas a uma comissão de 5% que se destina a ajudar a equipa de desenvolvimento do jogo, empenhada em criar novas funcionalidades e a estudar novos modos de jogo.

Clonando um Obama e um Trump

O REPOP não é, de todo, o primeiro jogo baseado em Ethereum. Este tipo de modelo – baseado em transacções de uma criptomoeda e não em compras in-app ou publicidade display – tem vindo a tornar-se extremamente popular desde o lançamento viral do jogo CryptoKitties, no qual os jogadores podem coleccionar gatinhos que chegam a atingir valorizações de centenas de milhares de dólares. “Quisemos dar os primeiros passos nesta área com algo engraçado, como experiência de aprendizagem, mas acreditamos que criámos algo com muito potencial”, refere Alexandre Gordo, um dos programadores. “Tenho-me tornado num entusiasta de Blockchain e vejo um valor incrível no desenvolvimento de Smart Contracts. Esta tecnologia é extraordinária e transversal a muitas áreas, e acredito que a indústria de jogos vá beneficiar muito disso”, acrescenta Luís Freitas, também parte da equipa.

A equipa do REPOP WORLD conta actualmente com seis elementos e ambiciona estabelecer-se como uma das referências em inovação de blockchain em Portugal. Vão estar presentes na MOJO (ou Montra de Jogos do IST) no próximo dia 29 de Maio para falar e mostrar um bocadinho mais acerca deste jogo. Diariamente estão pelo Discord e Telegram. Foram também mencionados no Crypto Bit Games, um dos primeiros blogues exclusivamente dedicados ao gaming em Blockchain, graças ao seu fundador, Rudy Koch, um veterano da indústria que já trabalhou com grandes nomes como Disney, Activision, e Blizzard.