Uma palestra pública sobre alterações climáticas na escadaria da sede da Galp

Com os participantes e organizadores da iniciativa barrados à entrada pela polícia, a "aula" de Gil Penha-Lopes, da Faculdade de Ciências de Lisboa, aconteceu, então, na escadaria da sede.

Dois dias depois da Agência Portuguesa do Ambiente ter dispensado realizar um estudo de impacto ambiental relativo à concretização do furo de prospecção petrolífera em Aljezur, no Algarve, — porque “não foram identificados impactos negativos significativos” — o movimento Climáximo organizou um protesto em forma de palestra aberta à sede da GALP acerca de alterações climáticas.

Com os participantes e organizadores da iniciativa barrados à entrada pela polícia, a “aula” de Gil Penha-Lopes, da Faculdade de Ciências de Lisboa, aconteceu, então, na escadaria da sede.

E já que os gestores da GALP não puderam assistir, a aula foi gravada para que ainda tenham a oportunidade de o fazer em diferido.

Publicado por Climáximo em Sexta-feira, 18 de Maio de 2018

 

No Sul da Europa, Portugal é uma das regiões mais vulneráveis aos impactos das alterações climáticas: ondas de calor, secas ou inundações são fenómenos meteorológicos extremos consequentes do aumento da temperatura do planeta que, em grande parte, se deve à queima de combustíveis fósseis.

Ainda assim, e depois do prémio de pior subsídio a combustíveis fósseis na Europa ser atribuído a Portugal e da forte contestação popular, o furo ao largo de Aljezur segue com luz verde da Agência Portuguesa do Ambiente.

Também a Quercus se pronunciou sobre a decisão da APA e acredita que, neste processo, “há uma cedência aos interesses do consórcio em detrimento dos interesses de outros sectores da sociedade, por exemplo do turismo e das pescas e de autarcas da região que já se manifestaram contra a prospecção”, disse à agência Lusa o presidente da associação, João Branco.

Em Parar o Furo podes saber mais acerca do assunto das petrolíferas no contexto português.