Nova Zelândia anuncia fim de licenças para exploração de combustíveis fósseis

Grupos ambientalistas como a Greenpeace e a WWF New Zealand encaram a decisão como uma enorme vitória para o ambiente e a conservação.

Nova Zelândia combustíveis fósseis
Imagem de plataforma de exploração de combustíveis fósseis offshore.

Esta semana o governo da Nova Zelândia anunciou que vai deixar de conceder novas licenças de exploração de petróleo e gás natural offshore A medida é parte do plano agressivo de longo prazo da Primeira Ministra Jacinda Ardern para um futuro com emissões neutras de carbono.

“No que respeita às alterações climáticas, o nosso plano é claro. Estamos comprometidos com o objectivo de nos tornarmos uma economia com emissões neutras de carbono até 2050.”

O país tem 31 licenças de exploração de petróleo e gás, 22 localizadas no mar. Esta proibição destina-se apenas a novas licenças e não afectará as 22 já existentes, algumas das quais ainda com décadas restantes de direitos de exploração e que cobrem uma área de 100.000 Km2.

Enquanto grupos ambientalistas como a Greenpeace e a WWF New Zealand encaram a decisão como uma enorme vitória para o ambiente e a conservação, os partidos da oposição dizem que a medida é “vandalismo económico” que prejudicará a economia regional do país, e desprovida de qualquer sentido ambiental — “Estas mudanças vão simplesmente mudar a produção para outra parte do mundo, não reduzir emissões.”

Ardern fala com uma visão de futuro: “As transições têm de começar em algum lado e a não ser que tomemos hoje decisões que essencialmente só terão efeito daqui a 30 anos ou mais, corremos o risco de agir demasiado tarde e causar choques abruptos nas comunidades e no nosso país.”

Ardern espera ainda que o sistema eléctrico do país seja completamente dependente de energias renováveis até 2035.

A Nova Zelândia não é a primeira a começar a enfrentar a indústria petrolífera. Já no final do ano passado, parlamento francês aprovou uma lei que proíbe toda a exploração e produção de petróleo e gás natural até 2040 dentro do país e seus territórios ultramarinos.