Não queres gastar dinheiro em tipos de letra? Usa fontes libre!

A fonte que usamos em todo o Shifter — em que escrevemos estas palavras — é um exemplo disso.

Não é uma realidade com que colidamos com grande frequência e talvez por isso ainda possa parecer um problema menor mas a verdade é que à medida que o mundo do conteúdo migra para o online e as empresas começam a conquistar o espaço outrora anárquico, crescem as preocupações com os direitos de autor nos diversos recursos utilizados. Um desses recursos, por mais básico que pareça, são as fontes — vulgo tipos de letra Se sobre suite básica, que conhecemos, ganhamos direitos ao subscrever/instalar sistemas operativos com software controlado, sobre outras fontes distintas ou sobre a sua utilização online o caso muda de figura. E o seu novo aspecto pode custar muitos milhares de euros. E, longe de promover uma desvalorização do importante trabalho feito por tipógrafos e designers de tipos de letra que tantas vezes destacando e aos seus trabalhos pagos, emerge a necessidade de divulgar formas de ser, neste aspecto, livre sem ter de pagar por isso.

A fonte que usamos em todo o Shifter — em que escrevemos estas palavras — é um exemplo disso e foi, de resto, a partir desse exemplo que surgiu a ideia deste artigo. Para que num próximo projecto consideres esta forma forma de te manteres livre.

Para contextualizar, abrimos o jogo sobre o nosso processo criativo. O projecto que hoje conheces passou por três fases tipográficas até se fixar na opção gratuita e aberta, a fonte Libre Franklin — uma solução que nos permitiu recorrer a uma fonte com uma baixa taxa de utilização online e que está em constante desenvolvimento aberto à comunidade através da plataforma github, podendo por isso evoluir a qualquer momento.

Neste caso, trata-se de uma reinterpretação de uma fonte clássica e bem conhecida, a Franklin Gothic — que para utilizar num site como o nosso, por ainda estar sob direitos de autor consignados a uma empresa, nos custaria uma licença mensal. Mas há muitos outros casos de fontes desenvolvidas com esta filosofia cooperativa na sua base e, mais interessante do que partilhar links para as sacar é passar-te esta ideia de como as alternativas assentam na lógica da partilha.

Da mesma forma que hoje recorremos a uma fonte aberta, esperamos um dia, com uma maior estabilidade de infraestrutura, abrir os nossos recursos para que da mesma forma possam servir a outras pessoas que sintam a necessidade de criar algo semelhante ao nosso. No fundo é essa a base que muitas vezes motiva a criação destes projectos — a criação de algo que é útil ao seu criador mas que pelo seu carácter perfeitamente replicável pode ser partilhado sem que perca o valor orgânico.