Citydrive, empresa portuguesa de carsharing, desapareceu do mapa

A Citydrive foi um dos primeiros serviços de carsharing a entrar em Portugal, antes da DriveNow e da mais recente Emov, players associados a marcas firmadas do sector automóvel.

Disponível desde 2014 em Lisboa e com planos de expansão anunciados no ano passado, a Citydrive deixou de operar. Segundo o jornal económico ECO, foram entregues ao Ministério Público três pedidos de insolvência da empresa e alguns trabalhadores queixam-se de salários em atraso.

No site oficial da Citydrive surge a informação de que “o serviço encontra-se temporariamente indisponível” e a sugestão de contacto via e-mail ou Facebook para mais informações. Acontece que, como notou o ECO, a página de Facebook encontra-se desactivada e as restantes redes sociais abandonadas. A mesma fonte indica que o contacto telefónico disponível no site já não se encontra atribuído e que os os ex-trabalhadores não estão a conseguir contactar o seu patrão há algum tempo.

Jason Reid assumiu a gestão da Citydrive em Portugal depois de a empresa Nextmotion Unipessoal Lda., fundada por João Pernes, ter sido comprada pelo grupo suíço Yo!Car em 2016. Em declarações ao ECO, um ex-trabalhador diz que a empresa foi deixada “ao seu acaso e sorte” e acrescenta que “inúmeras tentativas de contacto têm sido realizadas para a gerência da empresa e sua administração, mas qualquer tentativa tem sido condenada ao insucesso”.

Há salários em atraso, reclamam antigos funcionários da Citydrive. Já uma fonte que trabalhou na promoção da Citydrive avançou ao ECO que esse trabalho nunca foi pago: “Foram seis meses de trabalho em vão. Eles desapareceram do mapa. Ficaram a dever a toda a gente.”

A Citydrive foi um dos primeiros serviços de carsharing a entrar em Portugal, antes da DriveNow e da mais recente Emov, players associados a marcas firmadas do sector automóvel. A Citydrive, que nasceu no ceio da Startup Lisboa, contava com uma frota de 40 carros Opel e Skoda em Lisboa e tinha anunciado que, até ao final de 2018, queria colocar 200 novos veículos na capital e outros 200 no Porto – todos eléctricos.