Quem são os The Blaze, a última confirmação do Paredes de Coura

Da terra de Daft Punk e Justice, chega-nos mais uma dupla de música electrónica que vale a pena descobrir.

the blaze paredes de coura

Quem os conhece não podia ter ficado mais feliz com a notícia, quem ainda não se cruzou com a sua música ou com os seus vídeos reagiu com indiferença — ou não reagiu, por indiferença. Os The Blaze são a última confirmação do Vodafone Paredes de Coura e apesar de o nome ainda passar com ligeira descrição, a sua chegada ao mundo da música e do audiovisual fez estrondo.

The Blaze são Guillaume e Jonathan Alric, dois primos franceses que se juntaram casualmente para dar origem a este projecto que cruza música electrónica com brilhantes criações cinematográficas servindo de videoclipe para os seus principais lançamentos.

Estrearam-se em Janeiro de há 2 anos com a produção de “Virile”, na altura sem a intenção explícita de profissionalizar o projecto, e desde então têm aprimorado o processo, algo que já lhes vale convites como este para actuar em Portugal. Foi de resto a faixa “Territory”, lançada em Fevereiro de 2017, que os catapultou de forma definitiva para o mediatismo — à emocionante música junta-se um vídeo irrepreensível elogiado por figuras da alta roda cultural como Barry Jenkins, realizador do filme Moonlight que considerava “Territory” uma das melhores obras de arte do ano 2017.

Reafirmando o seu ritmo de lançar um vídeo marcante a cada ano, o duo francês lançou mais recentemente o single “Heaven”, também ele acompanhado de uma produção encantadora.

Nascidos e criados culturalmente na terra que viu nascer e crescer projectos icónicos da música electrónica como Daft Punk ou Justice, The Blaze já conquistaram um lugar especial no panorama musical. Se a sua música electrónica mistura significado das letras, com ritmo e energia dos beats, as criações visuais completam o puzzle de sentido que pretendem criar.

“Virile” explora, conforme o próprio nome indica, os limites da virilidade, trazendo para o ecrã um ousado bromance, “Territory” confronta-nos com a dimensão quase animal do homem e “Heaven” ilustra como o paraíso pode ser algo bem real.

A história do projecto começa de um modo curioso quando Jonathan pediu a Guillaume — que tem uma carreira paralela como Maydd Hubb — para lhe produzir a banda sonora de um trabalho de escola, algo que apesar da ambição académica acabou por resultar no vídeo que hoje conhecemos e elogiamos de “Virile”.