ARARA traz a Lisboa criatividade e revolução das ruas do Porto

A Oficina Arara é um colectivo composto por 11 artistas, com sede na cidade do Porto. Autónomos, independentes e sobretudo vivos — no sentido mais forte da palavra — são uma espécie em vias de extinção no panorama criativo nacional.

Quem já passeou pelas ruas do Porto muito provavelmente já se cruzou com cartazes coloridos impressos a serigrafia e intervencionados com pinceladas de tinta crua que lhes acrescentam um simbolismo e força. Seja sobre a cara de Rui Rio, recém-eleito presidente do Partido Social Democrata e com alusões aos seus tempos enquanto presidente da Câmara Municipal do Porto, sejam criações abstractas a apelar à abolição do trabalho, o grito da Arara tornou-se parte inseparável na descrição do tom global das ruas do Porto. Agora, num raro voo, o estúdio criativo e sobretudo interventivo, rumou a sul para criar na Galeria Zé dos Bois uma exposição única. Ou melhor, para criar uma experiência única — para além do que nos habituámos numa exposição.

O que se pode ver na Zé dos Bois não é propriamente descritível porque é feito para assim ser. Às duas primeiras salas de recepção, no primeiro piso, onde uma quantidade considerável de obras faz uma espécie de retrospectiva ou contextualização do colectivo — de magazines caseiras, desdobráveis intrigantes, pósteres para eventos ou pinturas abstractas — juntam-se as 3 do piso superior onde a vivência se personaliza. Nestes espaços onde até a luz foi sujeita a intervenção, é possível mergulhar imersivamente no universo do colectivo, onde a criatividade é uma força de libertação.

Cortesia da Galeria ZDB

A Oficina Arara é um colectivo com sede na cidade do Porto e uma composição dinâmica, do qual, ao longo do tempo, já fizeram parte vários artistas. Autónomos, independentes e sobretudo vivos — no sentido mais forte da palavra — são uma espécie em vias de extinção no panorama criativo nacional. Uma mistura coloidal entre o espírito irrequieto de vários artistas plásticos que se expressa em catarses sincrónicas criando acontecimentos incontornáveis. A sua paragem por Lisboa, pela ZDB, prolonga-se até ao dia 28 de Abril e tem o custo simbólico de 3€.

Nesta exposição da Arara podem ver-se trabalhos tanto dos actuais membros como de outros que por lá passaram: João Alves, Miguel Carneiro, Pedro Nora, Irina Pereira, Raquel Relvas, Ruca Bourbon, Daniela Duarte, Luís Silva, Bruno Borges, Dayana Lucas, Von Calhau!

 

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  • O João Gabriel Ribeiro é Co-Fundador e Director do Shifter. Assume-se como auto-didacta obsessivo e procura as raízes de outros temas de interesse como design, tecnologia e novos media.

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