A ciência diz que os bateristas são os membros mais inteligentes das bandas

O PolyMic reuniu uma série de estudos que provam que os homens das baquetas têm mais capacidades que aquelas que lhes conhecíamos.

Fotografia de baterista via Unsplash

Quanto tempo demoras a pensar numa banda cujo elemento principal é o baterista? Podes sempre citar músicos individuais, ou ser um melómano aficionado com referências na ponta da língua, mas admite, não é uma tarefa fácil. Isto porque, se pensarmos nos estereótipos que existem associados às bandas e aos seus membros, ou se pensares nos músicos historicamente mais conhecidos, o baterista assume muitas vezes o papel de underdog. Se é porque, até visualmente, se senta lá atrás, não sabemos, também não sabemos se acabam por não assumir maior protagonismo por, eles próprios viverem com o estigma, acabando quase sempre o vocalista e o guitarrista por assumirem os papéis principais de uma banda, queiram ou não.

Tudo isto são chavões e senso comum? Sim. Preconceito? Talvez. Mas é quase sempre do questionar de estereótipos que nascem os estudos científicos, e este determina mesmo que o baterista não é figurante nenhum, antes pelo contrário. O site de notícias e análises PolyMic compilou vários relatórios que indicam que os bateristas não só são geralmente mais inteligentes do que seus colegas de banda, como tornam toda a gente à sua volta mais inteligente também.

A pesquisa sugere que os bateristas têm habilidades inatas de resolução de problemas e um impacto positivo nas comunidades em que se inserem. Cientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo, descobriram que, depois de tocarem uma série de batidas, os bateristas que demonstraram ter mais ritmo foram os que obtiveram melhores resultados num teste de inteligência de 60 perguntas. O mesmo estudo demarca uma relação clara entre o uso das várias partes de um kit de bateria para manter uma batida constante e as habilidades intrínsecas de resolução de problemas.

Um professor de Psicologia da Universidade de Washington estudou, por exemplo, que os seus alunos tiveram melhores notas depois de uma terapia rítmica de luz e som. Também a comprovar que o ritmo de uma bateria pode melhorar as capacidades de quem a ouve, um professor da Universidade do Texas que trabalha com crianças com Transtorno de Défice de Atenção e Hiperactividade comprovou que dar-lhes a ouvir batidas constantes tinha um efeito idêntico ao da Ritalina (sem os seus efeitos secundários) — com algumas pontuações de QI a subirem mesmo muitos pontos.

Expressões como “os bateristas são naturalmente intelectuais” ou “o ritmo e os seus efeitos terapêuticos” são comuns a todos estes estudos. Mas as conclusões são ainda mais primitivas, com estudos a sugerir que os tambores desempenharam mesmo um papel crucial na nossa civilização. Especialistas da Universidade de Oxford descobriram que os bateristas produzem uma espécie de moca geral (a expressão usada é “high”) quando tocam juntos, aumentando a sua felicidade e os limites da sua dor. Os cientistas sublinharam que essa euforia rítmica pode ter sido fundamental na humanidade, na hora de estabelecer comunidades e construir uma sociedade.

E só para citar mais um nome sonante do mundo académico, Harvard também estudou o assunto, e a conclusão é, de todas estas, a que mais eleva os bateristas a um estatuto de quase Deus. Dizem os especialistas que quando os bateristas cometem erros numa batida, eles estão na verdade a tocar de acordo com o ritmo natural da Terra. O que é que isto significa? Que o relógio interno de um baterista não se move linearmente como um relógio real, mas sim em ondas. Este padrão de ritmo ondulado é o mesmo encontrado em ondas cerebrais humanas, a frequência cardíaca do sono e os disparos nervosos na audição dos animais felinos. Então, quando um baterista desliza, não está de facto a enganar-se, está apenas a tentar combinar com a batida elementar do mundo.

A conclusão? Os bateristas são mais inteligentes que tu, mais em sintonia com a natureza que tu e a razão primária para que vivas numa sociedade que até costuma dar-lhes pouco valor.

Recentemente, a PolyMic também reuniu estudos sobre guitarristas. Parece que podem ser menos inteligentes que os colegas das baquetas, mas são mais intuitivos e até meio psíquicos. Próximo capítulo: os baixistas e a sua capacidade para chinquilho.