Cientistas detectam, pela primeira vez, sinal das primeiras estrelas do Universo

Descoberta pode desbloquear alguns dos segredos do Cosmos.

Estrela de primeira geração Cosmos
Foto de Aperture Vintage via Unsplash

Foi, pela primeira vez, detectada a luz das primeiras estrelas formadas no Universo, cerca de 180 milhões de anos depois do Big Bang. A descoberta aponta ainda para a presença de anti-matéria.

Depois do Big Bang, mas antes da formação de estrelas e galáxias, a maior parte do Espaço era composto por hidrogénio, que se misturou com a luz de fundo deixada para trás pelo Big Bang – também denominada de radiação cósmica de fundo. Com a formação das estrelas, a radiação ultravioleta destas transmitiu energia aos átomos de gases, possibilitando a sua absorção de parte da radiação cósmica.

O sinal das primeiras estrelas foi, então, encontrado numa impressão deixada na radiação cósmica de fundo, por hidrogénio que absorveu alguma desta luz primordial. Não é possível observar as estrelas em si, mas sim o efeito que têm no gás à sua volta.

Foi também revelado que o hidrogénio presente no início do Universo é mais frio que o esperado, o que leva os físicos a crer na possibilidade de interação do gás com anti-matéria (em teoria matéria e anti-matéria não deveriam interagir).  Se for confirmado, esta será a primeira vez que anti-matéria é detectada por outro meio que não o seu efeito gravitacional.

A descoberta foi feita através de um radiotelescópio na Austrália, localizado numa zona rural deserta designada como radio quiet, onde é possível manter ao mínimo a interferência de outros dispositivos humanos. Claro que ainda é preciso trabalho adicional para confirmar a descoberta, mas esta não deixa de ser um enorme feito por parte da equipa que há 12 anos se dedica a tentar encontrar estes sinais.