Banksy regressa a Nova Iorque para protestar contra a prisão de artista turca

"Percebo-a perfeitamente. Já pintei coisas muito mais dignas de uma sentença privativa de liberdade"

Foto via Instagram de Banksy

Zehra Doğan, artista e jornalista turca, foi detida em 2016 e presente a tribunal no ano passado, tendo sido sentenciada a cumprir dois anos e 10 meses na prisão por, a partir de uma foto tirada na cidade  de Nusaybin, parcialmente destruída em 2015 durante uma guerra entre o exército turco e os militares curdos, ter criado e partilhado uma pintura com uma mensagem política vincada. A história podia ter caído no esquecimento, não fosse Bansky lembrá-la agora.

A pintura de Zehra Doğan (foto via Instagram da artista, @jinhazehradogan)

O artista anónimo regressou a Nova Iorque depois de lá ter estado (pelo menos que se saiba) pela última vez em 2013. Numa parede de cerca de 20 metros de largura, Banksy pintou um mural que serve de protesto contra a prisão de Zehra Dogan. “Percebo-a perfeitamente. Já pintei coisas muito mais dignas de uma sentença privativa de liberdade”, comentou com o New York Times.

Bansky pintou vários traços que, não só representam as barras de uma cela de prisão, como os dias da sentença de Zehra Doğan, sendo que a artista e jornalista turca aparece visualmente representada num dos conjuntos de traços. “Free Zehra Doğan” aparece escrito no canto inferior direito do mural, feito em colaboração com o graffiter Borf, conta o New York Times.

Pormenor do mural de Banksy (foto via Instagram do próprio)

Este mural em protesto pela prisão de Zehra, que tem ainda 18 meses atrás das grades pela frente, não foi o único resultado desta aparente passagem de Bansky por Nova Iorque. Também em Manhattan, mas noutra rua, Bansky pintou um rato a correr dentro de um relógio, isto num edifício de um antigo banco que deverá ser demolido em breve.

O relógio de Banksy em Manhattan (fotos via Instagram do próprio)

Ambos os trabalhos foram partilhados por Bansky na sua conta oficial de Instagram.