Minerar criptomoedas e, assim, ajudar crianças na Síria — uma ideia da UNICEF

Os interessados só têm de ir ao site, descarregar o software necessário e começar a minerar por uma boa causa.
Foto via Pexels

A Guerra Civil Síria prolonga-se há quase 7 anos e matou já dezenas de milhões de pessoas. Os sobreviventes do conflito têm fugido como conseguem e alguns deles – muitos deles – tornaram-se refugiados, procurando paz e uma vida nova noutro país, noutra parte do mundo. À medida que os serviços básicos na Síria são afectados pela guerra, essas vítimas precisam de apoio da comunidade internacional apenas para sobreviver.

A UNICEF (United Nations Children’s Fund), órgão das Nações Unidas, decidiu juntar o mundo dos gamers aos das criptomoedas, aproveitando os poderosos computadores que os primeiros usam para jogar para também minerar criptomoedas e, assim, gerar dinheiro que pode ajudar quem mais precisa dele.

UNICEF Game Chaingers

A campanha, intitulada “Game Chaingers” e lançada no dia 2 de Fevereiro, já angariou 1717,77 euros de 566 contribuidores, através de uma capacidade computacional conjunta de 2164,61 mh/s. Os fundos serão utilizados para ajudar as 9 milhões de crianças sírias que, de acordo com a UNICEF, estão prestes a perder toda a ajuda médica que lhes é vital.

Se os gamers aceitarem partilhar a capacidade de processamento dos seus computadores com a UNICEF, vão estar a minerar Ether, o nome da principal criptomoeda baseada em Ethereum. Este processo de mineração consiste na produção de novas moedas, ou seja, na prática, esses gamers estarão a criar dinheiro que será aplicado da melhor forma. A UNICEF diz que os gamers são activistas e bastante receptivos a apoiar causas, além de que já dispõem de todo o equipamento informático necessário para a mineração de moedas.

Os interessados só têm de ir ao site chaingers.io, descarregar o software necessário e começar a minerar por uma boa causa.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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