The End of the F***ing World: a série vs a banda desenhada

É mais um trabalho de comparação de Candice Drouet, a francesa que já se tornou presença assídua no Shifter e que nos maravilha com os seus trabalhos de edição e remistura de filmes.

The End of the Fucking World

Por esta altura, The End of the F***ing World já não deve ser novidade para ti e Candice Drouet também não. A francesa é correspondente habitual do Shifter e maravilha-nos regularmente com os seus trabalhos de edição e remistura de filmes. Depois de ter feito colectâneas dos melhores filmes num milhão de frames, ou de se ter dedicado a analisar as referências de The Shining e do seu mestre Stanley Kubrick, traz até nós uma comparação em vídeo entre um dos mais recentes hits do Netflix e a banda desenhada que lhe deu origem.

O hype inicial com The End of the F***ing World pode ter passado, mas é inegável o lugar que marcou na TV recente pela sua singularidade — aquele estilo indie absurdo a que as produções britânicas nos têm habituado. A série tem sido constantemente comparada a Submarine, de Oliver Tate, ou a Juno que, sendo um filme canadiano/norte-americano, aproxima-se em tudo do género pela abordagem peculiar e o enredo sarcástico.

A série de Jonathan Entwistle é inspirada no livro de banda desenhada de Charles Forsman com o mesmo nome. A história de Forsman não tem muito que se lhe diga. Apesar de se ter tornado recentemente um ídolo improvável por causa do sucesso da série do Netflix, até agora, o cartoonista de 30 anos passava despercebido na área, contando apenas com a aclamação de um qualquer subgrupo microscópico da população que presta atenção às BD indie. Para perceberes o género, outros dos seus livros chamam-se “Hobo Mom”, “I Am Not Ok… With This” ou “Revenger: Children of the Damned”.

O seu traço é bastante variável, dependendo da obra. Em The End of the F***ing World é bastante simples, linear, mas a construção da história tem os laivos irónicos que vemos retratados na série. Foi precisamente isso que Candice Drouet quis estudar, as semelhanças entre os cenários e cenas desenhados por Forsman e passados para a televisão por Entwistle e a sua equipa.

O vídeo de Drouet encontra momentos em que os dois conteúdos se cruzam e mostra quão interessante é a adaptação a cores e carne e osso de uma história que nos é contada numa das formas mais simples da literatura — a banda desenhada — a preto e branco.