No final de Janeiro, Londres já tinha atingido os limites de poluição anuais

Ainda que no ano passado o limite tenha sido atingido ao fim de uma semana, não significa que este ano tenha havido realmente uma melhoria.

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Enquanto que as medidas de combate à poluição implementadas e previstas por Sadiq Khan, presidente da Câmara Municipal de Londres, são mais que bem-vindas, activistas alertam para o facto de que o “atraso” em atingir o limite este ano pode ter sido influenciado por condições atmosféricas.

Para Mel Evans, activista da Greenpeace, “este é agora um espetáculo anual que exalta o fracasso imenso do governo em confrontar o ar tóxico que envolve as nossas cidades”. Evans pede financiamento dos governos locais para a designação imediata de zonas de ar limpo e que a antecipação da eliminação dos carros convencionais de diesel e gasolina seja antecipada de 2040 para 2030.

Todos os anos o número de mortes prematuras na União Europeia para as quais a poluição do ar pode ter contribuído está estimado em 400 mil. A poluição do ar pode não matar diretamente, mas o que é certo é que diminui a expectativa de vida, pois consequentemente, a quantidade de casos de doenças cardíacas, pulmonares e de asma aumenta.

Ministros do ambiente dos países europeus mais poluentes (França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Roménia, Hungria, República Checa e Eslováquia) foram convocados por Karmenu Vella, Comissário Europeu do Ambiente, para uma discussão em Bruxelas acerca do contínuo falhanço dos seus governos em atingir as metas de qualidade do ar impostas pela UE. Actualmente, todos estes países estão em violação dos limites europeus, e segundo o próprio Vella, as sugestões feitas na reunião não foram substanciais.

O Comissário avisa que se medidas urgentes não forem tomadas, não terá outra escolha senão prosseguir com acções judiciais; mas antes que chegue a isso deixa um apelo:não podemos – e não devemos – agir sozinhos. Contamos com empresas, municípios, regiões e Estados-Membros para que caminhem também na direção certa”.

Foto de Giulia Vignati via Flickr