Lisboa Dance Festival: o cartaz está fechado e a contagem começou

Festival de música electrónica vai trazer a Lisboa nomes como NAO, Nojaj Thing, Joe Goddard, Octave One, Midland, Monoloc, Romare e Steffi. Dias 9 e 10 de Março, no Hub Criativo do Beato.

Lisboa Dance Festival Cartaz

Música electrónica é o ponto central do Lisboa Dance Festival, que se realiza nos dias 9 e 10 de Março no Hub Criativo do Beato, em Lisboa. NAO, Nojaj Thing, Joe Goddard, Octave One, Midland, Monoloc, Romare e Steffi vão ser a banda sonora de dois dias de um festival de música que é complementado por conferências e arte urbana.

No cartaz, há espaço para uma amostra da melhor electrónica mundial, mas também para aquilo que em Portugal melhor se produz. É o caso de Xinobi, GPU Panic, DJ Marfox, Mirror People ou Paraguaii, entre muitos outros. A produção nacional está em ebulição, o volume é rico e não ficará de fora do Lisboa Dance Festival.

O primeiro dia do festival arrancará com Rastronaut; sucedem-se artistas como Octave One, Leon Vynheall, Optimo, Monoloc, Romare, Xinobi, DJ Glue, entre outros, além da já referida NAO, que vem directamente de Nottingham, no Reino Unido, para encabeçar o dia 9 de Março. O programa do Lisboa Dance Festival para 10 de Março é inédito. São 12 horas de música de seguida que tem no arranque (16 horas) Ramboiage seguido de Moomin. A celebração continua com Joe Goddard, Steffi, Midland, Prins Thomas, Truncate, Mirror People, Saoirse, além de outros artistas.

Conversas à tarde

As tardes de sábado vão ser para conversar. Nas “Talks” do Lisboa Dance Festival, participam, entre oradores e moderadores, personalidades como Branko, músico e produtor nacional com uma carreira ímpar além fronteiras; Ryan Miller, da plataforma internacional Resident Advisor; jornalistas como Vítor Belanciano (Público) e Luís Oliveira (Antena 3); Rui Murka, agente de artistas como Beatbombers e DJ Ride; e Karla Campos, criadora do Lisbon Dance Festival. Vai falar-se das marcas na música e de como se equilibram interesses artísticos e comerciais, de Lisboa enquanto cidade que dança com turistas e de como a cena musical lisboeta é vista de fora.

Arte urbana no Hub Criativo do Beato

O Lisboa Dance Festival, que nasceu em 2015 no LX Factory, vai mudar-se nesta edição para o Hub Criativo do Beato, um antigo complexo fabril que durante a Guerra Colonial foi um centro de produção e armazenagem de bens alimentares para as Forças Armadas, e que começará a ser transformado neste 2018 num dos maiores polos de empreendedorismo e inovação na Europa.

A BoCA – Biennial of Contemporary Arts, em parceria com o Lisboa Dance Festival, vai ocupar um dos espaços do Hub Criativo do Beato com algumas obras de artistas que desenvolvem trabalho em torno da música, da dança e da performance. Com direcção artística de John Romão, a primeira obra a ser revelada é uma vídeo-instalação de Dellsperger, intitulada “Body Double 35” – uma colaboração entre o artista plástico Brice Dellsperger e o performer e bailarino François Chaignaud (este último será artista residente da BoCA na temporada 2017/2018).

Como o Beato é pouco acessível em transportes, a marca Kia vai transportar os festivaleiros entre Santa Apolónia e o Hub Criativo do Beato e, no regresso, desde o recinto do festival até ao Cais do Sodré, através de shuttles constantes entre as 18h00 e as 3h30. Os passes para o Lisboa Dance Festival custam 40 euros até final de Fevereiro e 45 euros depois; o bilhete diário é de 30 euros.