Kendrick Lamar quer banir as fotos dos seus concertos, será possível?

Como será possível controlar a afluência e utilização dos smartphones nos recintos?

Foto de Manuel Casanova/Shifter

Que temos de de baixar mais os smartphones e curtir mais a música e o ambiente em redor começa a ser evidente a cada concerto e cada festival que passa, mas sem entidade que o regula a epidemia continua e não dá sinais de abrandar. E é então que surgem as vozes do palco, neste caso fora dele, para nos recordar da lista de prioridades.

Kendrick Lamar foi o último a juntar-se ao coro de quem quer banir as fotografias nos seus concertos – deixando a magia para a música. O rapper norte-americano que iniciou recentemente uma digressão europeia com a companhia de James Blake, já pediu várias vezes aos fãs para deixarem os gadgets de lado e, segundo reporta o The Guardian, terá mesmo restringido a presença de fotógrafos profissionais nesta série de espectáculos agora iniciada.

A intenção do músico e da sua equipa é manter o valor da marca e garantir que a experiência online não procura emular ou replicar o espectáculo ao vivo, de modo a garantir salas sempre cheias nas digressões, uma das principais fontes de receitas dos músicos hoje em dia.

Lamar não é o primeiro notável a juntar-se a esta complicada luta. Jack White há alguns anos a esta parte que tem sido uma das principais vozes anti-smartphone como na entrevista à Rolling Stone onde sintetizou o problema numa resposta… incisiva: “As pessoas já não conseguem bater palmas, porque têm um maldito telemóvel na sua mão e provavelmente uma bebida, também!”

A questão que se coloca sempre que um músico se junta a este movimento é, sobretudo, como será possível controlar a afluência e utilização dos smartphones nos recintos, restando aos artistas acreditar na vontade dos seus seguidores em proporcionar-lhe igualmente um bom espéctaculo.

O problema até pode nem ser exclusivamente ligada aos direitos de imagem ou ao valor da marca. Alguns artistas culpam mesmo os gadgets por estragar a iluminação de concertos e a experiência, mesmo de quem se tenta manter 100% focado.

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