O que acontece quando um telemóvel conduz um Porsche

A Huawei está em Barcelona a mostrar como um dos seus telemóveis – o Huawei Mate 10 Pro – pode conduzir um Porsche.

Foto via Huawei/DR

Quando foi apresentado o Mate 10 Pro, um telemóvel de seis polegadas, no final do ano passado, a Huawei fez questão de salientar toda a inteligência artificial que incorporou no equipamento. Com essa inteligência artificial, o telemóvel não só é capaz de produzir melhores fotos, como de optimizar a sua performance e a bateria, através da análise do nosso uso.

Mas as capacidades de inteligência artificial do Huawei Mate 10 Pro estão, ao que parece, muito para além deste telemóvel e podem ser potencializadas na condução de um Porsche. É isso mesmo que a Huawei está a mostrar no MWC, em Barcelona. O seu projecto RoadReader desafia os limites da tecnologia de reconhecimento de objectos e coloca à prova as capacidades de aprendizagem, velocidade e desempenho de um smartphone inteligente.

Com a ajuda do Huawei Mate 10 Pro, um Porsche aparentemente normal passa a ser capaz de distinguir até mil objetos diferentes, incluindo um animal, uma bola ou uma bicicleta, e a optar pela direcção mais indicada de modo a prevenir uma colisão. Ou seja, um smartphone pode conduzir um automóvel, fazendo-o “entender” o contexto ao seu redor.

A Huawei quer mostrar, assim, que a tecnologia necessária à condução autónoma pode estar dentro de um telemóvel – já disponível no mercado – e que esse equipamento pode suportar até tecnologia mais avançada que aquele que se encontra noutros carros autónomos actualmente em desenvolvimento. Quem estiver pelo MWC, em Barcelona, pode experimentar um Porsche conduzido por um Huawei Mate 10 Pro.

Foto via Huawei/DR

“O nosso Huawei Mate 10 Pro já é excelente no reconhecimento de objectos e queríamos estudar se, num curto período de tempo, conseguiríamos ensiná-lo a utilizar capacidades de inteligência artificial para detetar certos objectos e aprender a evitá-los”, explica o responsável da Huawei Andrew Garrihy, em comunicado. “Se a nossa tecnologia é inteligente o suficiente para conseguir isso em apenas cinco semanas, que mais será possível?”