Código-fonte do iOS aparece online. Apple confirma leak e pede remoção

Há quem fale no "maior leak da história".

iOS leak iBoot

Uma parte fundamental do código-fonte do iOS foi publicada anonimamente na plataforma GitHub, naquele que, segundo um especialista ouvido pela revista Motherboard, foi “o maior leak da história”. A Apple confirmou, entretanto, a veracidade do código disponibilizado e pediu ao GitHub a remoção do mesmo.

O código-fonte detalhava alguns dos segredos operacionais do iPhone e podia abrir caminho para hackers e investigadores em segurança descobrirem vulnerabilidades no iOS e tornar os jailbreaks mais fáceis de alcançar (os jailbreaks são as versões adaptadas pelos programadores do iOS, que adiciona novas funcionalidades ao sistema operativo tradicionalmente super-fechado da Apple), escreve a revista especializada em tecnologia.

O código foi partilhado com o nome “iBoot”, a parte do iOS que é responsável pela uma iniciação segura do sistema operativo, isto é, é o programa que carrega o iOS, garantindo que é uma versão de confiança (desenvolvido pela Apple e não alterado) do mesmo. O código dizia respeito ao iOS 9; contudo, partes do mesmo deverão ser iguais ao que é actualmente usado no iOS 11, o sistema operativo mais recente para iPhones e iPads.

A Motherboard ouviu dois especialistas de segurança informática em iOS, que confirmaram que o código revelado tinha uma origem legítima – ou seja, não era código inventado a fazer-se passar pelo sistema operativo da Apple. O iBoot foi disponibilizado por um utilizador do Twitter com o username @q3hardcore, desconhecendo-se o verdadeiro responsável pelo leak.

A Apple pediu a eliminação do código do site do GitHub à própria plataforma e o mesmo já não está disponível; contudo, poderá, talvez, ser encontrado noutras partes da internet. Especula-se que a revelação do iBoot possa ajudar à criação de versões emuladas do iOS, que funcionem em equipamentos que não são da Apple e que tradicionalmente correm Android. A gigante tecnológica ainda não se disse mais nada sobre o assunto.

Previous Eles vão encontrar-se no Porto para “namorar” com dados e mapas
Next Os nossos animais vão poder ir connosco ao restaurante