Google Chrome vai marcar todos os sites HTTP como inseguros

Por uma navegação mais segura na web.

Ilustração via Google

Quando acedes ao Shifter, vais notar que o nosso endereço começa por HTTPS e não por HTTP, e que na barra do browser aparece um símbolo de um cadeado. Isso quer dizer que o teu computador está a estabelecer uma ligação segura e encriptada ao nosso site. Por outras palavras, podes estar descansado que estás em boas mãos.

Tal como o Shifter, outros sites têm implementado o protocolo HTTPS, que garante a quem os visita que os conteúdos são autênticos e não foram, de alguma forma e por algum motivo, modificados/intersectados entre o servidor e o teu computador. Muitos órgãos de comunicação social apresentam endereços HTTPS, bem como as plataformas sociais que provavelmente utilizas, como o Facebook, Instagram, Twitter ou YouTube. Ao partilhares dados pessoais nesses sites encriptados, tens também a segurança de que os mesmos não vão ser violados.

A Google continua empenhada em tornar a internet mais segura. A sua posição dominante no campo das pesquisas online permite à tecnológica impôr uma série de directivas que os gestores de sites vão cumprir, sob pena de verem a sua posição no ranking da Google baixar. No passado, a Google anunciou que sites com ligações HTTPS iriam ser privilegiados no seu motor de busca e começou também a privilegiar as páginas sem anúncios invasivos.

A questão do HTTPS e da publicidade invasiva é uma batalha da Google também no Chrome. A próxima versão do browser do Google, que será lançada no dia 15 de Fevereiro, virá com um adblocker incorporado, que não irá remover todos os anúncios dos sites, apenas aqueles que são considerados maus de acordo com a Coalition For Better Ads – ou seja, publicidade que ocupa uma página inteira, que começa a tocar som ou vídeo de forma automática e que pisca passará a ser automaticamente bloqueada pelo Chrome.

Já a versão 68 do Chrome, cujo lançamento está previsto para Julho, vai classificar todas as páginas web HTTP como inseguras. A mudança será significativa, uma vez que muitos sites ainda assentam no protocolo HTTP. Esta intenção da Google de marcar a internet HTTP como insegura não é nova e já tinha sido anunciada no final de 2016. E desde Janeiro do ano passado, quando foi apresentado o Chrome 56, todas as páginas HTTP que recolhem passwords, dados bancários e outras informações pessoais passaram a ser marcadas como inseguras, “como parte de um plano de longo prazo de marcar todos os sites HTTP como não seguros”.

Apesar de ainda existir muito HTTP por aí, a Google afirma que 81 dos 100 sites mais populares utilizam o protocolo HTTPS e que, ao mesmo tempo, 68% do tráfego em Windows e Android passa por ligações seguras.

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