Algoritmos fizeram com estas pinturas aquilo que nós não conseguimos

Uma experiência que mistura programação e design.

Uma pintura clássica é capaz de apresentar um número quase infinito de tonalidades diferentes. Se pedíssemos  a alguém para as distinguir a todas e as categorizar de acordo com os códigos digitais de cores, essa pessoa ficaria uma eternidade presa a essa tarefa. É aqui que os algoritmos também podem dar uma ajuda.

Dimitris Ladopoulos, um designer gráfico de Atenas, utilizou uma série de algoritmos para geometricamente dividir obras de arte, com centenas de anos, consoante as suas cores, identificando cada uma com o respectivo código numérico RGB. Para tal, utilizou um software chamado Houdini.

O retrato de Johannes Wtenbogaert à esquerda; o de Rosalba Peale à direita

O artista fez a experiência com pelo menos dois quadros – o retrato de Johannes Wtenbogaert, um ministro protestante holandês, da autoria do pintor, também holandês, Rembrandt van Rijn; e o retrato que o artista norte-americano Rembrandt Peale fez da sua filha Rosalba.

O processo de “digitalização” dos quadros

Os dois resultados fornecem uma visão contemporânea de pinturas históricas, mostrando como cada uma pode ser analisada enquanto objecto de design em vez de um trabalho pintado. Dimitris parece ser apaixonado pela fusão entre programação e design, conforme transparece no seu site pessoal e no seu Behance.

Pormenor do retrato de Johannes Wtenbogaert
Pormenor do retrato de Rosalba Peale