Superlua azul de sangue em directo na app e site oficial da NASA

Em Portugal, foi possível ver a superlua e a "lua azul", mas não o eclipse, no entanto, será possível acompanhar em direto através de uma transmissão da NASA.

SuperLua Azul de Sangue

A lua tem sido a protagonista dos céus por estes dias. Desde o início do mês que sabemos que em Janeiro íamos poder ver a lua como não a víamos há mais de 150 anos. Ontem foi dia de Super Lua e Lua Azul, mas hoje é dia de eclipse lunar. O fenómeno não é visível em Portugal, e foi precisamente a pensar nos países que não vão poder ver o eclipse, que a NASA decidiu dar uma ajuda a quem quer acompanhar o evento astronómico.

A agência espacial norte-americana vai transmitir tudo em directo através da NASA TV, à qual podes aceder na app ou no site oficial. Podes ainda acompanhar pelo Twitter. A aplicação móvel está disponível para iOS e Android e há já vários dias que tem feito publicidade à grande emissão da “Super Lua Azul de Sangue”.

Segundo os cientistas, a “Superlua Azul de Sangue”, como tem sido chamada de forma a unir os três fenómenos, estará mais visível na costa oeste dos Estados Unidos, além de poder ser vista também em regiões como a Oceânia, Médio Oriente e Extremo Oriente Russo. De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, a Lua entra na penumbra às nossas 10h49 do dia 31 de Janeiro e sai às 16h10.

O eclipse lunar ocorre quando a lua passa pela sombra da Terra mas, em vez de desaparecer totalmente, o satélite natural ganha uma coloração avermelhada, daí que lhe chamemos Lua de Sangue.

Quanto aos fenómenos ocorridos esta noite, a Super Lua foi a segunda – e última – de 2018. A primeira ocorreu logo no primeiro dia do ano, a 1 de Janeiro. Mas o que é uma Super Lua? Voltando ao Observatório Astronómico de Lisboa: “fala-se em Super Lua sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita”. Quando se observa a Lua próxima do horizonte, ocorre um efeito extra de ampliação e o astro parece maior e mais brilhante que nunca.

O perigeu (ponto em que a lua está mais próxima da Terra) ocorreu às 9h57 do dia 30 de Janeiro, pelo que esta segunda Super Lua não será tão visível quanto a primeira Super Lua do ano, cujo perigeu foi registado às 21h49.

Associado a esta Super Lua surgoiu um outro fenómeno, a chamada Lua Azul, que é na realidade o nome que se dá à segunda Lua Cheia do mês (a primeira, recorde-se, foi logo no dia 1 de Janeiro de 2018).

As luas azuis ocorrem porque o mês lunar não está sincronizado com os nossos meses. São precisos 29,5 dias para que a Lua faça uma órbita em redor da Terra, tempo durante o qual vemos o satélite em todas as suas fases – da Lua Cheia à Lua Nova, passando pelos quartos minguante e crescente. Os meses têm 30 ou 31 dias (excepto Fevereiro), pelo que ocasionalmente há duas luas cheias no mesmo mês. À segunda dá-se o nome de Lua Azul.