Este mês vais poder ver a lua como não é vista há mais de 150 anos

Mantém os olhos postos no céu.

O ano de 2018 começa com três fenómenos invulgares da lua: uma Super Lua, uma Lua Azul e um eclipse lunar. Dos três, vamos focar-nos nos dois primeiros, até porque o eclipse não será visível em Portugal – de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, a Lua entra na penumbra às 10h49 do dia 31 de Janeiro e sai às 16h10, portanto o fenómeno só será visível a partir do oeste da América do Sul, América do Norte, Ásia, Austrália, Médio Oriente, África Oriental, Europa Oriental, Oceano Pacífico e Oceano Índico.

Segue-se a Super Lua. A segunda – e última – de 2018. A primeira ocorreu logo no primeiro dia do ano, a 1 de Janeiro, e a segunda chega no próximo dia 30. Mas o que é uma Super Lua? Voltando ao Observatório Astronómico de Lisboa: “fala-se em Super Lua sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita”. Quando se observa a Lua próxima do horizonte, ocorre um efeito extra de ampliação e o astro parece maior e mais brilhante que nunca.

O perigeu (ponto em que a lua está mais próxima da Terra) ocorre às 9h57 do dia 30 de Janeiro, pelo que esta segunda Super Lua não será tão visível quanto a primeira Super Lua do ano, cujo perigeu foi registado às 21h49.

Associado a esta Super Lua surge um outro fenómeno, a chamada Lua Azul, que é na realidade o nome que se dá à segunda Lua Cheia do mês (a primeira, recorde-se, foi logo no dia 1 de Janeiro de 2018).

As luas azuis ocorrem porque o mês lunar não está sincronizado com os nossos meses. São precisos 29,5 dias para que a Lua faça uma órbita em redor da Terra, tempo durante o qual vemos o satélite em todas as suas fases – da Lua Cheia à Lua Nova, passando pelos quartos minguante e crescente. Os meses têm 30 ou 31 dias (excepto Fevereiro), pelo que ocasionalmente há duas luas cheias no mesmo mês. À segunda dá-se o nome de Lua Azul.

Na língua inglesa, até existe a expressão “once in a blue moon”, que significa literalmente “uma vez numa lua azul”, para fazer alusão a um acontecimento raro.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, “a origem da designação lua azul remonta ao século XVI, quando algumas pessoas que observavam a Lua a olho nu achavam que ela era azul”. Segundo a mesma fonte, “anos depois, discussões a respeito deste assunto, mostraram que era um absurdo a lua ser azul, o que gerou um novo conceito para lua azul como significado de ‘nunca’. Com esse significado de algo muito raro, começou-se a dizer que a segunda Lua Cheia de um mês era uma Lua Azul”.

Esta Lua Azul chega precisamente no mesmo dia do eclipse lunar, uma coincidência que não acontecia há mais de 150 anos, segundo o Space.com.