O plano semi-escondido da Câmara para tornar Lisboa ciclável até 2020

Vão existir 200 km de ciclovias e de outras vias para ciclistas. Alguns projectos estão em execução, outros em curso de construção. Entre 2018 e 2020, esta é a nova infra-estrutura ciclável de Lisboa.

Ciclovia da Avenida da República, uma das mais movimentadas de Lisboa

Quando a infra-estrutura é construída, os ciclistas aparecem. A prova foi dada com a renovação, há um ano, da Avenida da República — hoje uma das ciclovias das mais movimentadas da capital, fenómeno para o qual terá contribuído também o lançamento da Gira, a rede pública de bicicletas partilhadas de Lisboa.

Entre 2018 e 2020, os actuais 80 km (mais 20 do que em 2016) que compõem hoje a rede ciclável de Lisboa vão ser alargados até 200 km. No plano, estão incluídas não só ciclovias bidireccionais (isto é, com dois sentidos, como a da Avenida da República), ciclovias unilateriais (de um sentido, como a da Avenida Fontes Pereira de Melo) ou vias partilhadas entre automobilistas e ciclistas (existem várias nas Avenidas Novas e Alvalade, por exemplo).

A rede ciclável de Lisboa que deverá ficar pronta entre 2018 e 2020

O plano – actualizado – pode ser consultado aqui. Destacamos algumas intervenções:

Ciclovias bidireccionais

Ciclovia bidireccional
  • conclusão na rotunda do Marquês de Pombal até final de 2018;
  • Rua Cascais e Avenida de Ceuta, entre Alcântara e Campolide, até final de 2018;
  • Avenida Brasília, entre Algés e Santos (ligando à ciclovia já existente que termina no Cais do Sodré), até final de 2018;
  • Avenida dos Combatentes, entre a Praça de Espanha e o Estádio Universitário de Lisboa, até final de 2018;
  • Avenida de Roma, entre a Avenida até final de 2020;
  • Rua Braancamp até ao final de 2020;
  • Campo Grande (ao longo do jardim, do lado de Alvalade), até final de 2020;
  • Avenida das Lusíadas e Avenida Professor Egas Moniz, entre a Cidade Universitária e a Pontinha, até final de 2020;
  • Estrada da Luz, entre Carnide e Sete Rios, até final de 2020;
  • Avenida Almirante de Reis, entre os Anjos e o Martim Moniz, até final de 2020;
  • Avenida de Berna, Rua Laura Alves e Avenida Júlio Magalhães, entre o Campo Pequeno e a Praça de Espanha, até final de 2020;
  • Avenida das Nações Unidas, em Carnide/Telheiras, até final de 2020.

Ciclovias unidireccionais

Ciclovia unidireccional
  • Avenida dos Defensores de Chaves, entre o Campo Pequeno e o Saldanha, até final de 2018;
  • Avenida Duque de Loulé, entre o Marquês de Pombal e Picoas, até final de 2020;
  • Avenida do Uruguai, entre Benfica e Carnide, até final de 2020;
  • Avenida Gago Coutinho, entre o Aeroporto e o Areeiro, até final de 2020.

Vias partilhadas

Via partilhada
  • Rua Dona Estefânia, entre o Arco do Cego e o Campo Mártires da Pátria, até final de 2018;
  • Avenida 5 de Outubro, entre Entrecampos e o Saldanha, até final de 2020;
  • Avenida Almirante de Reis, entre a Alameda e os Anjos, até final de 2020.

Importa referir que as vias partilhadas são trajectos onde ciclistas e automobilistas se cruzam, sendo o limite máximo de velocidade é reduzido para 30 km/h para maior conforto e segurança dos primeiros. Esta é uma opção em ruas e avenidas onde não é possível instalar ciclovias dedicadas por não existir espaço ou onde não existe essa necessidade.

O plano da Câmara Municipal de Lisboa para o alargamento da rede ciclável da cidade está disponível na plataforma City As A Platform, onde também é disponibilizada a actual rede de bicicletas partilhadas Gira, encontrando-se semi-escondido.

Nem todas as vias cicláveis estão ainda decididas, existindo vários troços em curso. É o caso, por exemplo, da ligação dos Restauradores à Praça do Comércio, do trajecto dos Olivais ao Beato (passando pela Bela Vista), da Rua Morais Soares, em Arroios, ou de várias zonas na Estrela, na Alta de Lisboa ou no Lumiar.

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