Lembras-te do Ello? Sabes que é feito dele?

A rede social anti-Facebook reinventou-se. Agora quer ser uma plataforma global que conecta artistas e criadores.

Lembras-te do Ello? A rede social – que rapidamente foi rotulada de “anti-Facebook” e que, quando surgiu em 2014, captou a atenção de milhões de pessoas – encontrou o seu espacinho na internet: o Ello quer ser uma rede global de artistas e criadores.

Com cerca de 400 mil utilizadores mensalmente activos e 625 mil artistas registados, o Ello quer ser um espaço onde designers, ilustradores, fotógrafos e outros artistas visuais se encontram e partilham as suas paixões, descobrem novos talentos e buscam inspiração. Uma uma plataforma de publicação e colaboração que conecta e suporta uma comunidade global de artistas”, lê-se na página explicativa do Ello; “um fórum contemporâneo e um espaço de trabalho virtual para artistas, marcas, agências, publicações e os seus fãs, diz a mesma descrição.

Tudo isto pode parecer meio abstracto, mas quando se navega na redesenhada homepage ello.co percebe-se melhor o propósito desta plataforma. A primeira página faz lembrar uma revista. Há headlines e destaques para o melhor conteúdo partilhado no Ello naquele momento, como uma nova série fotográfica, um novo artista 3D que acabou de chegar ao Ello ou os resultados de um concurso criativo promovido entre a comunidade.

Mesmo sem conta, podemos navegar no Ello e descobrir o conteúdo que por lá existe. Uma das novidades desta nova versão da plataforma é a secção Discover, onde é possível encontrar os posts em destaque, o que está a ser tendência e ainda descobrir conteúdo de determinadas categorias, como design, fotografia, ilustração…

Com uma conta criada e um perfil estruturado, podemos seguir os artistas que mais nos interessam, comentar os posts de que gostamos e publicar os nossos trabalhos – caso tenhamos uma loja online, podemos adicionar o link para a mesma aos nossos posts.

A nova vida do Ello foi marcada por uma nova direcção dada à empresa. O novo CEO do Ello, Todd Berger, um dos co-fundadores, admitiu ao TechCrunch que a narrativa anti-Facebook foi um grande erro que lhe custou muitas horas de sono. “A primeira coisa que fiz foi para tudo e dizer a toda a equipa para parar de nos apresentar à comunicação social como uma alternativa ao Facebook, disse Todd Berger, numa entrevista em Novembro de 2017. “Sempre achei algo parvo e ingénuo e foi uma luta interna como co-fundador.”