Limitar velocidade nas cidades a 30 km/h é priorizar as pessoas

Governo está a estudar a mudança à escala nacional. Em Lisboa, já existem várias zonas com limite 30/h.

Portugal

Desde o ano passado, em Lisboa, algumas ruas centrais (e outras nem tanto) têm vindo a ser adaptadas com um novo limite de velocidade – 30 km/h – e uma faixa verde, que assegura aos ciclistas que aquela via é segura para eles. Estas Zonas 30 estão a ser implementadas em zonas residenciais, em áreas com elevada actividade comercial e na proximidade de equipamentos escolares.

O objectivo é promover uma cidade mais segura, que priorize as pessoas em detrimento dos veículos que estas conduzem. Em 2017, morreram 509 pessoas nas estradas, mais 64 do que em 2016, segundo dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Paralelamente, deu-se um aumento do número de acidentes e feridos graves no ano passado.

Para reduzir este problema, o Governo está a estudar a limitação da velocidade dentro das cidades. Numa entrevista à Antena 1, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou “absolutamente inaceitável” o elevado número de atropelamentos, sobretudo nas zonas urbanas, admitindo por isso generalizar nestas áreas os limites de velocidade a 30 km/h, tal como já acontece em algumas partes de Lisboa.

A medida pode parecer polémica ou estapafúrdia, mas, além de ser defendida por vários especialistas, limites de 30 km/h tem sido adoptada noutras cidades europeias, como Zurique, Londres Dublin, Munique ou Paris. Aliás, na capital francesa a intenção é cobrir 85% da cidade até 2020 com Zonas 30. Também em Nova Iorque a velocidade máxima em zonas residenciais baixou para 20 mph (cerca de 32 km/h).

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