Trump falou sobre o Acordo de Paris: “O ambiente é uma forte preocupação nossa e minha também”

Na Noruega, Donald Trump afirmou estar sobretudo preocupado com os negócios que assentam nos combustíveis fósseis.
acordo de paris

Poderão os Estados Unidos voltar ao Acordo de Paris, aprovado em Dezembro de 2015 e rectificado por praticamente todos os países do mundo, incluindo a China, num compromisso global para manter o aquecimento do Planeta abaixo dos 2 ºC? Bem, certezas não existem ainda, mas Donald Trump, pelo menos, reconsiderou o acordo.

Depois de uma reunião com a Primeira-Ministra norueguesa, Erna Solberg, o Presidente norte-americano afirmou aos jornalistas que a sua principal preocupação com o Acordo de Paris é este ser “muito injusto” para os Estados Unidos, um país que descreve como sendo “rico em gás, petróleo, carvão e muitas outras coisas”. A preocupação de Trump é essencialmente com as empresas assentes nos combustíveis fósseis; alguns destes negócios teriam de fechar para cumprir as metas até 2020, acrescenta.

É um acordo com o qual não tenho qualquer problema mas tenho um problema com o acordo que eles [a https://staging2.shifter.pt/wp-content/uploads/2021/02/e03c1f45-47ae-3e75-8ad9-75c08c1d37ee.jpgistração de Obama] assinaram, porque, como usual, fizeram um mal acordo, disse ainda Donald Trump, depois de um encontro a sós com Solberg que durou cerca de 15 minutos. “Podemos concebivelmente voltar atrás. (…) O ambiente é uma forte preocupação nossa e minha também.”

Para o Presidente norte-americano, os compromissos ambientais – “água limpa, ar limpo” – não podem colocar em risco a competitividade das empresas. Donald Trump louvou a aposta hidroeléctrica da Noruega, realçando tratar-se de um país que obtém desta fonte limpa a maior parte da sua energia, e disse: “Gostaria que nós pudéssemos fazer algo assim também. Os Estados Unidos obtém cerca de 2,5% da sua energia de fontes hidroeléctricas.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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