Submarinos russos rondam cabos de internet e causam nervos

Submarinos russos andam a navegar perto dos cabos de internet que ligam os Estados Unidos da América à Europa.

Flickr / O de Andrade (MoScha)

Se acompanhas a imprensa internacional com alguma regularidade é provável que não estranhes este assunto. Se não, é provável que a tua reacção seja semelhante àquela que tivemos quando lemos os primeiros headlines.

Submarinos russos andam a navegar perto dos cabos de internet que ligam os Estados Unidos da América à Europa e o assunto está a deixar os oficiais da NATO preocupados ou… paranóicos.

Quem o afirma, claro, é um oficial da marinha norte-americana que confirma registos de actividade subaquática sem precedentes em torno das infraestruturas imersas pertencentes aos países da NATO.

Para já, não há registo de actividade concreta ou contra alguma infraestrutura e as suspeitas são apenas de que os russos possam estar a recolher informação sobre estes importantes equipamentos.

Estas notícias surgem depois de um ano marcado por uma estranha relação entre os dois eternos rivais e, mais concretamente, uma semana depois de Donald Trump ter autorizado a venda de material militar a Kiev, em conflito aberto com os separatistas pro-Rússia na zona da Crimeia.

A sequência dos acontecimentos, o cruzar de diversos assuntos e de interesses de muitos países, empresas e grupos económicos e a falta de visibilidade que nos permita tirar conclusões próprias sobre os assuntos deixam-nos sempre com alguma desconfiança sobre afirmações categóricas.

Este é mais um desses exemplos embora não deixe de ser um sinal evidente da fragilidade de uma rede que acreditamos ser tão resiliente mas acaba por depender fortemente de infraestruturas físicas e relativamente vulneráveis. Quanto a conclusões sobre acções concretas, julgamentos sumários ou tomadas de posição a história já nos ensinou a não acreditar no que se ouve apenas de um lado.

Outro acontecimento marcante e que nos pode ajudar a contextualizar o alegado movimento russo foi a recente afirmação de Trump que classificou a Rússia e a China como potências rivais dos EUA.

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