Pilotos recusam-se a levantar voo para proteger refugiados

Já aconteceu na Alemanha e Reino Unido.

Andy Mitchell from Glasgow, UK

Quem avança a notícia é o jornal britânico The Independent, citando fontes próximas do Governo Alemão e do jornal alemão Westdeutsche Allegeimeine Zeitung.

Entre Janeiro e Setembro deste ano, 222 voos terão sido cancelados por decisão dos pilotos que se recusaram a levantar a aeronave depois de perceber o destino.

Em causa está a recusa dos pilotos alemães em transportar de volta para países em conflito milhares de pessoas requerentes de asilo.

Pelo menos 140 voos terão sido cancelados no aeroporto de Frankfurt, com a situação a repetir-se noutros aeroportos como Colónia ou Bonn. Em causa estão sobretudo, segundo a mesma notícia, aviões da companhia aérea Lufthansa ou da sua subsidiária Eurowings.

Trataram-se de decisões individuais e que, embora possam ter sido combinadas, não foram planeadas por nenhum grupo de pilotos. É o que garante Michael Lamberty, porta-voz da companhia aérea nas primeiras revelações sobre o sucedido.

Um caso semelhante foi também notícia no Reino Unido no início de Setembro deste ano, quando um piloto se recusou a levantar voo no principal aeroporto londrino. Samim Bigzad, um dos passageiros dessa viagem, que entretanto se tornou notícia de jornal, em entrevista, reforçou várias vezes a sua gratidão pela afirmação da consciência do piloto que se recusou a transportá-lo de volta para o Afeganistão onde a violência continua a marcar a rotina.