Inaugurado a 29 de Dezembro de 1959, o Metropolitano de Lisboa trouxe à capital portuguesa uma nova opção de mobilidade. Actualmente com quatro linhas e 56 estações, tudo começou com uma linha em Y e apenas 11 estações. A rede ligava os Restauradores a Sete Rios e também a Entrecampos, bifurcando na Rotunda (actual estação Marquês de Pombal) em dois troços distintos que, mais tarde, viriam a originar as linhas Azul e Amarela.

Corriam os agitados tempos da Monarquia Constitucional quando, no reinado de D. Luís, surgiu precocemente proposto em 1885 a primeira ideia de construir um caminho-de-ferro metropolitano em Lisboa. Na altura, poucas cidades tinham uma rede de metro. O de Londres só foi inaugurado em 1863; o de Budapeste em 1896; o de Glasgow em 1897 e o de Nova Iorque em 1868, ano em que começou a ser construído o de Paris. O Metropolitano de Lisboa, no entanto, só viu a luz do dia após a Segunda Guerra Mundial, na qual Portugal se manteve um país neutro. Com a retoma económica e ajuda financeira do Plano Marshall, a construção do metro pôde avançar.

O primeiro plano do Metro de Lisboa foi apresentado em 1888 pelos engenheiros Costa Lima e Benjamim Cabral, mas nunca chegou a sair do papel. A proposta incluía uma linha com 14 estações que podia ser percorrida em 20 minutos; existiriam comboios expresso que só parariam em algumas, num trajecto total de 15 minutos. A ligação seria feita entre Santa Apolónia e Algés, passando pelo Rossio, Lapa, Estrela, Bairro Alto e Castelo e Alcântara.

O trajecto inaugurado em 1959 incluía o já referido Y da Rotunda, que se tornou um marco da rede (na qual circulavam comboios de apenas duas carruagens). A bifurcação foi desfeita em 1995 com a inauguração da segunda linha do Metro, a Linha Amarela, que passou a ligar o Campo Grande ao Rato, enquanto que a Linha Azul fazia uma volta entre o Campo Grande e o Colégio Militar/Luz – um trajecto que hoje está dividido entre a Linha Azul e a Linha Verde (a estação do Rossio ligava directamente aos Restauradores).

O ano da Expo 98 foi marcante para a expansão da rede de metropolitano. Nasceu a Linha Vermelha e a Linha Verde, com a inauguração do troço entre o Rossio e o Cais do Sodré. Algumas estações ganharam novas designações: Sete Rios passou a Jardim Zoológico; Palhavã foi rebaptizada como Praça de Espanha, resultado da mudança da toponímia daquele local; a Rotunda passou a Marquês de Pombal; e Martim Moniz tornou-se o novo nome da estação Socorro.

Nos últimos anos, a rede cresceu mas a um ritmo menor. Foram abertas novas estações e as já existentes foram remodeladas, não só com novas opções de acessibilidade (elevadores) mas sobretudo para poderem albergar comboios de seis carruagens. Esse processo de alargamento só ficará concluído em 2019 com a nova estação de Arroios.

Também para os próximos anos está prevista a extensão do metro. Em 2022, deverão existir duas novas estações em Santos e na Estrela, e a Linha Verde deverá passar a ser circular, englobando parte da actual Linha Amarela. Nos planos, está também a continuação da Linha Vermelha com paragens em Campo de Ourique e Amoreiras.

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