Quando a erva é legalizada o consumo de álcool diminui, sugere estudo

O estudo evidencia uma diminuição no consumo de álcool dada a possibilidade do consumidor adquirir erva legalmente.

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As vendas de bebidas alcoólicas diminuíram 15% após a legalização do comércio de erva para fins medicinais em diversos estados dos Estados Unidos, de acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade de Conneticut e da Universidade de Georgia.

O estudo evidencia uma diminuição no consumo de álcool dada a possibilidade do consumidor adquirir erva legalmente – mediante prescrição médica. Partindo desse pressuposto e da ideia de que o álcool é neste contexto mais prejudicial do que a erva, a legalização teria aqui outro possível “benefício” para a saúde pública, funcionando como um bem de substituição.

Ao contrário do álcool, a erva não tem uma dose fatal conhecida, à partida as pessoas não morrem de por consumir demasiada cannabis. Para além disso o álcool é mais viciante, e propício a causar acidentes ou comportamentos violentos, sendo considerada uma droga perigosa.

Neste estudo os investigadores compararam as vendas de álcool entre os estados que implementaram políticas de legalização de erva para fins medicinais e aqueles que não o fizeram, antes e depois da mudança legal.

Para a análise foram recolhidos dados relativos às vendas de álcool incluídos no banco de dados Nielsen’s Retail Scanner, que contemplam as vendas do produto em 90 redes retalhistas nos Estados Unidos.

O estudo concluí, “Achamos que a erva e o álcool são substitutos fortes”, “Os estados onde a erva é legal para fins medicinais afirmam reduzir as vendas mensais de álcool em 15%” após a introdução das leis de legalização.

Colocar os dois produtos na mesma balança pode ser ambíguo e pouco esclarecedor acerca dos benefícios e objectivos medicinais da erva, Contudo é mais um dado interessante para reflexão sobre o impacto que tem o diferente enquadramento legal das duas substâncias.