7 concertos muito especiais para ver no Vodafone Mexefest

O objectivo é que tenhas tempo de adicionar estes nomes à tua lista de Spotify para ires treinando as letras.

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Chegámos a querer fazer um top 10, mas em dois dias de cartaz isso equivaleria quase a metade dos artistas que vão actuar na Avenida da Liberdade. Isto para te provar o quão difícil será fazer escolhas nas tardes/noites de 24 e 25 de Novembro. A uma semana de mais um Vodafone Mexefest, levamos até ti a lista que conseguimos compor, com muito suor, esforço e espírito de sacrifício. O objectivo é que tenhas tempo de adicionar estes nomes à tua lista de Spotify para ires treinando as letras e comeces o aquecimento para o sobe e desce entre aquele eixo nobre da cidade Portas de Santo Antão/Parque Mayer/Estação do Rossio. Escolhemos sete nomes porque não conseguimos nem seis nem cinco.

Julia Holter

O Mexefest é um festival tão variado e ao mesmo tão coeso. É que ao mesmo tempo do rap de Allen Halloween no Capitólio ou o rock dos Everything Everything no Coliseu, o Teatro Tivoli BBVA vai estar a ouvir a voz delicada da norte-americana Julia Holter. Uma voz envolta em melodias densas, que dá corpo às angústias da sua geração, à dificuldade das relações dos dias de hoje, mas também a tudo aquilo que há de mais poético nessa dificuldade. Vem com dois discos – Tragedy, de 2011, e Have You in My Wilderness, de 2013 –, mas a banda não vem com ela. Apresenta-se a solo e acompanhada ao piano pelo japonês Tashi Wada. Um daqueles momentos que só no Mexefest conseguimos encontrar.

Oddisee

Não é um rapper de grandes voos mas é um rapper para grandes viagens e estará finalmente em Portugal. Traz na bagagem The Iceberg, o mais recente trabalho de uma carreira com inúmeros registos marcantes de todos os tipos. Não se sabe os detalhes do concerto, nem se terá a companhia dos Good Company algo que poderá alterar o alinhamento. Qualquer que seja o cardápio será bom de certeza, não fosse Oddisee um dos nomes mais regulares e sempre competentes dos últimos ano do panorama hip hop.

Surma

A Surma é tanto silenciosa como barulhenta, vive num mundo onde se pode fazer música com tudo e onde tudo é música. Solitária em palco, rapidamente cria uma conexão com o público e este com ela. Afinal, a Surma (ou Débora Umbelino) é uma miúda bem fixe. Dia 24, no Mexefest, vai abrir-nos a porta do seu Antwerpen, um laboratório de sons e um disco que marca os lançamentos nacionais de 2017. Quem não conhece Surma, vai ter no São Jorge uma bela surpresa. E quem conhece, se calhar também.

Sevdaliza

Se electrónica hipnótica ainda não for um género reconhecido, Sevdaliza veio ao mundo para o cunhar. Nascida no Irão a viver na Holanda desde os 5 anos, a artista trás Ison na bagagem. É o primeiro álbum da artista, editado depois de se apresentar em dois EPs. O seu som parece vindo algures do futuro com raízes no trip-hop e as mais variadas linguagens electrónicas. Lembra Sade, Portishead ou FKA Twigs, e promete marcar quem passar pela Avenida da Liberdade, mais concretamente pelo São Jorge no dia 25.

Cigarettes After Sex

Dizem que Cigarettes After Sex fazem bem à saúde. A sua nicotina é a voz extremamente doce e suave de Greg Gonzalez. Têm sido presença assídua em Portugal – estiveram no ano passado em Paredes de Coura, quando ainda só tinham um EP (I, 2012), e passaram este ano pelo NOS Primavera Sound, já com um álbum editado (título homónimo, saiu em Junho). Os Cigarettes After Sex têm regresso marcado ao nosso país, quer a Lisboa como ao Porto (Hard Club). Na capital, vão actuar no Coliseu dos Recreios no dia 25 de Novembro, concerto integrado no Vodafone Mexefest. Estão garantidas as novas “Nothing’s Gonna Hurt You Baby”, “Apocalypse” “Dreaming of You”, mas também os clássicos “Affection” e “K”. Prepara-te para diambulares durante uma hora.

IAMDDB

Nasceu para nos fazer viciar no seu trap, meio neo-soul e ainda agora cá chegou. Diana Debrito tem 21 anos, raízes luso-angolanas mas é em Manchester que tem a sua casa e uma cena musical fervilhante que a motiva a não parar de criar. Depois de “Waeveybby, Volume 1” e “Vibe, Volume 2”, chega agora um novo EP. “Hood Rich, Volume 3” confirma IAMDDB como uma das artistas mais conscientes da nova geração. Empenhada em juntar jazz às suas batidas trap, tem Lianne La Havas, Erykah Badu ou Jimmy Dlulu mas encontrou neste seu último trabalho o seu próprio som. “Shade”, o primeiro single do novo EP, é como um feitiço banger que promete refrescar o início da primeira noite de festival, 24 de Novembro, no Cine-Teatro Capitólio.

Micro

Apesar de poder parecer estranho, já se começa a tornar um hábito ir ao Mexefest à espera de ouvir pérolas de hip hop tuga. Há dois anos tivemos a apresentação do disco de Nerve, no ano passado, Keso e Fuse em concertos especiais, e este ano são os Micro quem confirma a regra conjuntamente com Allen Halloween, Valete e MCK. Sagas, D-Mars e Nel Assassin subirão ao palco do Mexefest depois de uma longa ausência para um concerto, também por isso, muito especial. O grupo de hip hop no activo deste 1996 e editou em 2002 o seu último álbum, Microlandeses. Em 2017 sobem a palco dando prova da sua resistência enquanto grupo independente.

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