Stephen Hawking: de Portugal para o mundo, sobre a inteligência artificial

O renomeado físico britânico não fazia parte da lista de oradores e foi surpresa de Nuno Sebastião, CEO da Feedzai.

Sempre que Stephen Hawking fala, parte do mundo pára para ouvir. A reação à sua intervenção na cerimónia de abertura do Web summit, em Lisboa, não foi excepção. O renomeado físico britânico não fazia parte da lista de oradores e foi surpresa de Nuno Sebastião, CEO da Feedzai, para um Altice Arena replecto e completamente transformado para receber a imponente conferência de tecnologia.

Antecedido por Nuno Sebastião, CEO da Feedzai – uma startup portuguesa focada e inteligência artificial –, Hawking surgiu, como habitual nas suas aparições, no ecrã gigante e fez do seu discurso uma espécie de alerta sobre o mundo para que estamos a transitar, reforçando a ideia de que a inteligência artificial está a mudar o mundo. “Estamos no limiar de um novo mundo corajoso”, disse o físico.

Apesar de tudo a mensagem principal do discurso de Hawking é optimista. Sem enveredar por ideias muito complexas, aproveitou o momento e a atenção dos milhares de engenheiros e empreendedores para salientar o papel decisivo na mão humana na programação da inteligência artificial.

“Sou um optimista e acredito que podemos criar Inteligência Artificial para o bem do mundo. Que possa trabalhar em harmonia connosco. Só temos de estar cientes dos perigos, identificá-los e empregar a melhor prática e gestão e preparar as consequências do seu avanço com bastante antecedência”, referiu.

Hawking não se cansou de evidenciar o potencial transformador desta área tecnológica emergente que, para o físico, representa uma oportunidade única para a humanidade – com potencial para reparar alguns dos danos causados pela revolução anterior, a industrial, e erradicar a doenças e pobreza.

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