Sophia foi a grande atracção no segundo dia de Web Summit

2 robôs para 1 humano, será esta a proporção do futuro?

Ao mesmo tempo que o tema é lançado, dois robôs entram no palco apoiados em plataformas deslizantes. Até aqui tudo bem, os robôs são máquinas e como tal não se deslocam com a sagacidade e naturalidade de um ser humano. Todavia as diferenças entre o humano feito de carne e osso e o ser composto por parafusos, porcas e correias são poucas.

Sophia e Albert Einstein, duas invenções nascidas em Hong Kong pela mão do homem de chapéu de zebra, Ben Goertzel, enchem o palco durante meia hora. Sophia é a primeira cidadã com bilhete de identidade de um país e ao mesmo tempo um ex-libris do desenvolvimento robótico. Os movimentos da boca, as bochechas, a expressão facial e o sorriso são características muito avançadas, dividindo a plateia entre o fascínio e o tenebroso. Einstein, que jamais imaginaria estar presente nesta edição do Web Summit, é o interlocutor de Sophia. Boneco de cera com voz, expressão e percentagem de humanidade, é o fio desta conversa e ao mesmo tempo a personagem que cria empatia com os espectadores.

No meio dos dois está um humano não robot, líder da tecnológica SingularityNet, que transparece no olhar o orgulho e o fascínio pela sua criação. Aos jornalistas, Goertzel confessou que o grande objetivo daqui adiante terá de passar por dotar de compreensão sobre todas as coisas que é interpelada. Relativamente ao hub tecnológico do qual Ben é líder de projeto, a ideia passará por descentralizar o mercado da tecnologia e posteriormente coordenar todas as tecnologias de informação de modo a servirem com maior eficácia o grande público.

Auxiliar os humanos, resolver alguns problemas difíceis da sociedade e evoluir em conjunto são partes de frases que ficam no ouvido e que podem ajudar a plateia a refletir. A percentagem de humanidade dos robôs ou os mecanismos de segurança face aos humanos são algumas das questões orientadoras para o futuro.

Na sessão mais concorrida do Web Summit até ao momento, os espectadores demonstraram que a vontade de ouvir um robot é nos dias de hoje por vezes superior ao sentimento de escutar um humano. Porém a cada sorriso de Sophia, a sala respondia com um sorriso nervoso, indício de medo do desconhecido, talvez pela falta de empatia bem visível aos olhos humanos.

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